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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Have you read it?

Have you ever heard an owl cry at night? Maybe it was a banshee! Discover who they are in "The Roommate".


Melissa just moved into her new dorm. She hopes that new friendships will help her forget the events of last year that brought her there. But while her past keeps on creeping in and a chain of mysterious murders start happening around her, Melissa is left without knowing who to trust.


An Halloween short-story, based on the world created in «Sombras», with new characters.


Available for free at: https://www.smashwords.com/books/view/677136

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Samhain a short-story

There is so much about the origins of Halloween we still don't know. Find out about some in "The Roommate".

Melissa just wants to forget that there are dark things happening on Halloween, but a chain of mysterious murders won't let her forget.


Available for free at: https://www.smashwords.com/books/view/677136

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Halloween story

Are you a fan of the gore and the supernatural? Then you're gonna love this short-story, "The Roommate".

Melissa just moved into her new dorm. She hopes that new friendships will help her forget the events of last year that brought her there. But while her past keeps on creeping in and a chain of mysterious murders start happening around her, Melissa is left without knowing who to trust.



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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Halloween short-story

Melissa just moved into her new dorm. She hopes that new friendships will help her forget the events of last year that brought her there. But while her past keeps on creeping in and a chain of mysterious murders start happening around her, Melissa is left without knowing who to trust.


Have your heard about «The Roommate»? It's available for free on Smashwords.

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Short-story: The Roommate

Melissa just wants to forget that there are dark things happening on Halloween, but a chain of mysterious murders won't let her forget. 


Check out this Halloween tale, «The Roommate», and enter the spirit.
Available for free at: https://www.smashwords.com/books/view/677136

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domingo, 15 de outubro de 2017

Halloween Tale - The Roommate

For a while, I've been hearing my friends constantly say, "You're a writer? Are your books in English or Portuguese?" And when I reply, it's usually followed by the usual, "Too bad, I might read them if they were in English."

Of course, being an avid traveller has turned my circle of friends wider, but most of them are also foreigners, thus all of them being able to speak English but with little knowledge of Portuguese.

Last year, I then decided to try something new in my writing. I had an idea for a Halloween story but I wanted to try something different, and see if I could reach more people with my stories. So I decided to pick up the world created in «Sombras» and «Chamas» in a very subtle way, but with completely different characters. 

And so was «The Roommate» born. A short-story with only 6,000 words that happens during Halloween times. 

Since I only had 2 days to outline it, write it and revise it, I didn't have a lot of time for marketing before the publishing day. 31st October, but hopefully this year I will get some more readers to enjoy it!!

You wanna know what it's it about?

Melissa just moved into her new dorm. She hopes that new friendships will help her forget the events of last year that brought her there. But while her past keeps on creeping in and a chain of mysterious murders start happening around her, Melissa is left without knowing who to trust. 


Hope you like it! It's available for free at: https://www.smashwords.com/books/view/677136


If you read it, don't forget to leave your opinion in Goodreads!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Ghoul

GHOUL

Esta criatura é amiga dos nossos amigos djinns, criados por Iblis, o djinn que se revoltou contra Allah e que se tornou o primeiro demónio a caminhar na Terra e a colocar as pessoas à prova.

"–  Shh! Não temos tempo, estamos a perseguir um ghoul... –  disse um dos nossos contactos, um rapaz alto e esquelético.
 –  Ou melhor o
ghoul está perseguir-nos a nós –  disse o que o acompanhava.
 –  Um
ghoul? Mas eu pensava que essas criaturas só apareciam nos cemitérios –  respondi.
 –  Bem, ele começou no cemitério, mas aparentemente não gosta de ser perseguido, então agora vem atrás de nós."
 Sombras, Patricia Morais
O território habitual dos ghouls são os cemitérios, uma vez que estas criaturas gostam de consumir a carne de cadáveres e, onde é possível encontrar a maior fonte de carne em decomposição? Isso mesmo!

O ghoul também é perito na arte de metamorfose e o seu animal de escolha é muitas das vezes uma hiena

Um menino é chamado ghoul, uma menina ghoul é chamada de ghoulah. Uma menina ou menino que se encontrem com os ghilan (plural) são chamados de cadáveres se não lhe cortarem rapidamente a cabeça ou o transformarem em churrasco queimado!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Lich

LICH

O lich é a primeira criatura a aparecer em «Sombras» e ataca Lilly na floresta a caminho de casa. Já dizia a mãe do Capuchinho Vermelho, para termos muito cuidado na floresta, mas Lilly deve ter-se esquecido de prestar atenção aos contos de fada!

“– Mas que raio? – Não eram maneiras de se falar com um estranho, e ainda por cima mais velho que nós, mas eu acabara de ser atacada por um esqueleto. Um esqueleto! – Que raio era aquilo?
 – Um lich – respondeu o homem, com a mesma naturalidade a que se responde a uma pergunta de quanto é um mais um.
 – Um lich?
 Hum, senhor, não quero ser mal-educada, mas acho que precisa de ir ver um psiquiatra.
 – Sim um ser cadavérico criado por…
 – Eu sei o que é um lich. Só há um pequeno pormenor, os liches não existem.”
Sombras, Patricia Morais
Vocês ouvem ser cadavérico e imediatamente devem pensar, “pff, outro zombie”, mas não, os liches, ao contrário dos zombies são tão inteligentes quanto os humanos (isto é, se estivermos a falar de um ser humano inteligente).
É o resultado originado por um feiticeiro poderoso, quando este começa a criar feitiços e rituais para se tornar imortal (tens de escolher, imortalidade ou beleza, pelos vistos não podes ter as duas). 
Estes podem ser criados às centenas, para formarem exércitos ou serem singulares, um único feiticeiro que desejava vida eterna. A sua essência de vida é guardada no filactério que transportam consigo e a sua condição de imortal é lhes revocada quando o filactério é destruído.

As leis sobrenaturais são ruins!

sábado, 8 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Djinn

DJINN

Ora, se alguns de vocês leram e ainda se lembram da entrevista que fiz no Art Boulevard, mencionei qualquer coisa sobre o Djinn ser o meu monstro mais temido. Ah, talvez porque a minha pesquisa ainda era um pouco fresca na altura, mas fora principalmente influenciada pelas histórias que o meu amigo, da exótica ilha de Maurício, me contava. Coisas do género: “não apanhes uma garrafa vazia na praia, porque uma vez um amigo apanhou e nessa noite bateram-lhe à porta, e ele assustado não abriu e de manhã a porta estava coberta de arranhões profundos…” (última frase para ser lida de forma extremamente dramática).

Ao que parece, a avó do pobre moço era fã em assustar o menino com histórias de terror! A minha cantava-me canções sobre um macaco que tocava guitarra e perdia a cauda e um cuco que não comia couves, mas ei cada um com as suas manias!

Mas quem é esta mitológica criatura que parece assustar tanto a população islâmica?

"– Lilly? – Ouvi a voz de Brian Wright a dizer.
 – Hum?
 – O professor fez-te uma pergunta.
 Olhei para ele como se o visse pela primeira vez desde que entrara na sala.
 – Sabe-me dizer quantos tipos de djinn existem na mitologia Islâmica?
 – Quatro. Água, terra, ar e fogo. – Quando respondi à pergunta corretamente, ele ignorou-me e continuou a aula.”
Sombras, Patricia Morais
O djinn aparece no Corão como sendo uma criação de Deus, juntamente com os anjos e os humanos.
São muitas vezes apelidados como sendo demónios do folclore árabe, mas na realidade os djinn podem ser espíritos tanto maléficos como benéficos (todos nós nos lembramos do génio da garrafa do Aladino, certo?)

No livro sagrado do Islã são apenas espíritos ou forças ocultas, mas o seu folclore evoluiu para começar a atribuir desejos aos mortais que os conseguissem dominar (quem é que não aprecia um belo plot twist?).

E tal como Lilly disse, existem quatro tipos de djinn e os seus poderes dependem dos elementos a que pertencem:


  • Djinn Água – influencia as emoções das pessoas de forma negativa. Por isso, da próxima vez que tiverem um ataque de choro sem motivo, ou sentirem-se estranhamente deprimidos, é bem possível que ande um djinn por perto. Ah, e oiçam isto “em caso de suicídio a vítima morre afogada”. Não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício, eu repito não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício!
  • Djinn Terra – eu diria que este djinn é um free spirit. Já alguma vez ouviste falar daqueles hippies que parecem não conseguir manter a roupa no corpo? Bem, pelos vistos descobrimos a causa. Estes djinns influenciam as pessoas de forma a que não consigam manter-se fechadas em edifícios, estas fogem para os campos e sentem-se incomodados pelas suas próprias roupas, por isso é que só estão bem quando nus.
  • Djinn Fogo – Algo como o fogo tinha de ser devastador e esgotante. Este espírito é responsável pela inveja e pelo ódio. É o mais ativo deles todos e usa as suas vítimas para matar.
  • Djinn Ar – Aparentemente, é daqui que provém o nosso amigo o génio, porque estes são os djinns que podem ser presos em garrafas. São responsáveis pela falta de ar, por isso da próxima vez que subires um lance de escadas e deres por ti com falta de ar, não culpes a falta de exercício ou uma má cardio, culpa o djinn. As pessoas afetadas também se sentem desanimadas e com falta de energia para realizar tarefas. 

domingo, 7 de maio de 2017

Opinião Literária - Os Monstros que Nos Habitam

No fim de semana passado foi o lançamento da antologia «Os Monstros que Nos Habitam», para quem ainda não adquiriu não percam a oportunidade de ficar a conhecer o muito bom trabalho dos nossos escritores portugueses.

Já agora, ficam com a minha opinião dos contos dos outros autores:

A maldição de Odette Laurie, Nuno Ferreira 

Tive o prazer de conhecer o Nuno no dia do lançamento da antologia, e ele mencionou a sua paixão pela escrita medieval, pelo que o tema neste conto não me surpreende. Quando estava em processo de escrita de "Chamas" fiz uma pesquisa intensiva sobre bruxas, a sua caça e o tema de Salem, por isso deixe-me que diga, é um conto interessante para quem gosta deste género. Às vezes deixa-se arrastar um pouco, mas tem um final que compensa.

Vento Parado, Ângelo Teodoro

Adoro escritores que incluem personagens escritoras nas suas histórias. Posso estar errada, mas reparo em algumas influências de Stephen King neste conto e adorei. Consegue manter o suspense de forma hábil, incentivando sempre a continuação da leitura. 

A Essência do Mal, Alexandra Torres

Um dos contos com maior suspense nesta antologia. Gosto do seu tema, da introspeção à personalidade humana, do clássico descrito e também do seu fim.

O Canto da Sereia, Soraia Matos

Este foi o único conto desta antologia toda que me custou mais a ler. Achei demasiado detalhada, pelo que perdi um pouco o foco da história. No entanto, gosto do tema, gosto das explicações mitológicas e gosto da ação final.

Páginas Assassinas, Carina Rosa

De todos os pequenos contos que já li de Carina Rosa, este foi sem dúvida o que mais apreciei. Mais uma vez, gosto de escritores que escrevem sobre escrita, e ainda mais quando escrevem sobre como esta pode levá-los à loucura. Neste caso, um tipo de loucura justificada!

Génesis, Patricia Morais

Deixo a opinião ao vosso encargo, não se esqueçam de adicioná-la no Goodreads. Em minha defesa, queria escrever algo completamente fora do tema de "Sombras" e "Chamas" e arriscar-me um pouco. Usei também um pouco das minhas influências políticas uma vez que queria retratar uma sociedade patriarca que levasse a personagem principal a rebelar-se. Espero que gostem!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião a todos os autores através do Goodreads!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Lançamento de «Os Monstros que Nos Habitam»

A antologia «Os Monstros que Nos Habitam» já tem data de lançamento:

No dia 29 de abril, sábado, podes juntar-te à Editorial Divergência na Biblioteca de São Lázaro e partilhar connosco este evento.

                       

                Sábado, 29 abril, às 17h30 // Biblioteca São Lázaro, Arroios (Lisboa)
         Domingo, 30 abril, às 16h00 // Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha (Santarém)

Os lançamentos contarão com a presença de alguns dos escritores da obra e será uma oportunidade para adquirir a antologia, assim como outros livros publicados pela Editorial Divergência.

Entretanto, o livro já esta em pré-venda no site e com desconto até 28 de abril. Não percas!
     


sábado, 1 de abril de 2017

Os Monstros que nos Habitam

Há cerca de um ano atrás fui convidada pela Editorial Divergência a escrever um pequeno conto sobrenatural que seria publicado numa antologia, juntamente com outros cinco autores portugueses.

                          

Devo admitir que elaborar uma história assim do nada, a pedido, foi um novo desafio que enfrentei como escritora. Eu adoro escrever, disso não há dúvidas, mas uma das razões pela qual nunca gostei muito das composições de Língua Portuguesa é porque nunca apreciei escrever sob solicitação... Mas depois de algum brainstorming e com  a ajuda de uma pequena ideia que já andava a fermentar, a história de Fiona e do Dr. Darwin surgiu-me e assim nasceu Génesis.


Esta foi a prova de algo que muitos escritores talentosos não se cansam de nos dizer, escrever não é apenas para os momentos de inspiração, às vezes temos de nos sentar e enterrarmos-nos no trabalho mesmo quando não nos apetece. Imagina: tens um trabalho das 9h às 17h, o teu patrão pede-te que realizes um projeto e só porque não estás para aí virada(o) nesse dia, não fazes nada. Seria bom, mas não é assim que funciona. Com a escrita também não devia ser.

É óbvio que é difícil criar mundos e personagens provindo da nossa imaginação a toda a hora, é um trabalho cansativo, mas existe algo mais que te dê assim tanto prazer? Resposta: não

A antologia "OS MONSTROS QUE NOS HABITAM" será lançada no final do mês de abril, mas já podes adicioná-la à tua lista do Goodreads e deliciar-te com esta capa fantástica...

SINOPSE:
NO AR PAIRA ALGO MALIGNO…
Os mortos erguem-se das campas, os espíritos rondam a calçada, os demónios caçam almas para torturar e os cientistas tentam encontrar a fórmula para ressuscitar os mortos.
Os Monstros Que Nos Habitam é a mais recente antologia da Editorial Divergência, focada no paranormal. Nela estão incluídos seis contos de seis autores portugueses, e tem o lançamento previsto para o final de Abril de 2017.
Na Essência do Mal, de Alexandra Torres, após escapar das garras do marido, Clara encontra refúgio num casarão. Contudo, por detrás da aparência débil, Amadeu guarda um segredo do qual se quer ver livre. E Clara parece ser a pessoa idónea para o conseguir.
Em Vento Parado, de Ângelo Teodoro, César compra uma casa longe de tudo para escrever o seu novo romance. Mas um homem insiste que aquela casa lhe pertence e que César tem três dias para sair de lá. E o tempo já começou a contar: 3…
Páginas Assassinas, de Carina Rosa, descreve uma série de mortes que estão a acontecer numa faculdade enquanto Liliana e Sandra tentam descobrir quem é o autor dos homicídios.
A Maldição de Odette Laurie, de Nuno Ferreira, conta como Odette foi expulsa da sua aldeia após ter sido acusada de bruxaria. Anos mais tarde regressa para concluir a sua maldição.
No Canto da Sereia, de Soraia Matos, Amanda parte em busca de respostas em relação ao seu passado e aos seus pais, tentando fugir daqueles que a querem ver presa.
Em Génesis, de Patrícia Morais, Fiona descobre que o Doutor Darwin está a fazer experiência ilegais com humanos e só ela o poderá deter a tempo de evitar o caos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

«Chamas» já está disponível

Para quem tem andado à espera deste momento (Eu!) Não stressem, a sequela de «Sombras» já está disponível na Coolbooks. Este novo livro, «Chamas» está repleto de novas criaturas, mitologias e aventuras. A não perder!

Título Original: Chamas
Autor: Patricia Morais
Editora: Coolbooks
Preço: 
            -Livro - 15,50
            -Ebook - 5,39

Sinopse: Diabolus Venator acaba de vencer uma importante batalha - a guerra está, porém, longe de ter terminado. Lilly e Liam são agora perseguidos por Claudius, sedento de vingança após a morte da mulher. 

Louis tenta manter Lilly a salvo do irmão, mas um acidente faz com que reencontre alguns dos seus demónios, ao mesmo tempo que os sentimentos por Lilly se tornam mais intensos. 

Enquanto é confrontada com monstros do seu passado e descobertas sobre quem verdadeiramente é, Lilly vê-se obrigada a escolher entre a amizade e o amor. Conseguirá ela salvar quem realmente importa?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Desculpem!

Queridos leitores,

Em primeiro lugar gostaria de pedir desculpa pela a ausência. Gostava de poder dizer que a culpa não é inteiramente minha, mas infelizmente não posso. Não posso fingir que sempre fui uma autora muito presente e que sabe o que está a fazer porque não fui. As minhas atualizações quanto aos meus posts ou ao processo de escrita sempre foram irregulares, e por vezes sei que pode parecer que não levo isto muito a sério ou sou uma daquelas divas de cinema que pensa que marketing são para pessoas sem talento.

Aviso já que não sou! Sou uma grande procrastinadora que precisa de aprender a arte da disciplina (espero que seja algo que venha a adquirir neste meu ano na China). Sou também uma escritora que ainda se deixa levar por grandes momentos de falta de inspiração e de preguiça. 

É por isso que «Chamas» demorou tanto tempo a ser concluído, e ainda mais a ser revisto. Mas acho que posso finalmente dizer que o momento está a chegar... Só precisam de aguentar comigo mais uns dias.

Eu sei, a espera já foi longa demais, mas espero que o resultado não seja dececionante.

Avisarei quando chegar a altura!

P.S.: Não é que me esteja a desculpar, mas já se deram conta de quanto dependemos da internet para escrever nos dias de hoje? Quer seja para inspiração, tirar dúvidas, ver imagens daquilo que queremos descrever? Encontrar um lugar na China onde a internet funcione a uma boa velocidade é um pesadelo! E, mesmo que consigamos internet, às vezes não dá para conectar ao VPN que me nos permite ir aos websites como o Facebook, Blogues, Instagrams, etc. 

Não conseguem imaginar a quantidade de vezes que estava no iPad e de repente tudo fica negro e eu penso "Nãaaaaaaao!!! O que aconteceu?" Ou o browser decide dizer-me "Aw, snap!" E às vezes, mesmo quando parece que consegui conectar-me ao Facebook, não consigo atualizar a página para ver comentários, postar likes ou o quer que seja.

Enfim, se gostam de internet... Não se mudem para a China!

sábado, 17 de setembro de 2016

O meu livro já está em papel!!

Deve ser o sonho de qualquer escritor poder mostrar o seu livro a toda a gente, não?
Eu sei que é o meu! 

É óbvio que quando estava à procura de um editora para publicar o meu livro e a Porto Editora me falou nesta nova plataforma que estava a criar, Coolbooks, fiquei um pouco desiludida com o facto de não poder ter o meu livro na mão.

Mas sejamos realistas. Todos sabemos que o mercado literário em português não é fácil. Hoje em dia, os novos escritores precisam de pagar para realizar o seu sonho e trabalharem eles próprios nas suas estratégias de marketing para cobrirem os custos gastos. Li em algum lado que somos dos países da Europa que menos lê! Já imaginaram sonhar em ser publicados num país onde a população já é pequena e ainda por cima ninguém lê?

É óbvio que as editoras têm de ser cautelosas e apostar em quem acreditam vingar mesmo. 

Por isso a Porto Editora, sempre a apostar na educação, decidiu criar a Coolbooks, para que mais autores tivessem a oportunidade de realizar o seu sonho. 

Portanto, admito, fiquei um pouco desiludida, mas mesmo assim fiquei: "HELL YEAH! É a Porto Editora! Se ela diz que quer publicar o meu livro, nem que seja em papel higiénico, eu aceito." 

Esta nova notícia que a Coolbooks apresentou e o facto de todos os novos lançamentos terem uma edição imprimida só prova que as coisas irão acontecer se formos pacientes. Se eu tivesse recusado provavelmente nunca teria publicado o meu livro. E o meu sonho não era ter uma resma de folhas com o meu nome lá escrito. O meu sonho era partilhar o meu trabalho e descobrir o que as pessoas achavam das minhas palavras e imaginação.

É óbvio que tê-lo numa versão impressa me deixou ainda mais feliz e acho que cheguei a andar aos gritinhos pelo corredor da academia. Afinal de contas, quem é que não quer andar a passear pela Muralha da China com um livro e a dizer "Ya, fui eu que escrevi! Sim, já viste o nome na capa? É o meu nome. Queres ver a minha fotografia no interior?" 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Perdida numa cidade onde não falam a língua

           

Dia 11: Ontem cheguei ao hostel e disse a mim própria que só ia dormir umas 3 horinhas (visto que ainda eram 22h30 em Portugal quando aterrámos em Pequim). "Yah, pois!" Disse o corpo ao cérebro. Acabei por dormir até às 18h da tarde. O que fez com que não conseguisse dormir à noite, o que fez com que hoje acordasse à 13h e desperdiçasse grande parte do meu dia.

Decidi, então passar pelo Jardim zoológico de Beijing onde iria ver Pandas pela primeira vez!!! Pandas! Finalmente, o meu número não sei quantos da minha Bucket-List pode ser riscado.
Para lá, não houve problemas, fui dar com a estação na perfeição. O sistema de linhas é bastante semelhante ao metro de Londres e os nomes têm o Pinyin (fonética do Mandarim) por baixo.
Foi à vinda que as coisas se complicaram.


As estações de Beijing têm quatro saídas (ou pelo menos a de Zhangzizhonglu tem). E depois de andar perdida durante uns tempos, voltei a entrar na estação e sair por outra saída. Continuei perdida!
Finalmente, comecei a perguntar, mas as pessoas ou não sabiam ou não queriam ajudar por não saberem falar inglês, porque todos me respondiam que "não, não." Um senhor, que falava inglês, acabou por colocar a morada no GPS do telemóvel e pode ver que estava perto, mas não sabia qual era a direção do mapa. Acabou por apontar a dizer que devia ser para ali.

Mas quando ali chegou e eu continuava sem ver a outra saída do metro da estação, voltei a perguntar. Este senhor já parecia mais seguro, mas não falava uma palavra de inglês, e apontou-me para a frente, fez o sinal de cruzamento com os dedos e apontou para a direita.


Continuei a andar em frente (passando por aquela rua uma segunda vez) Cheguei ao cruzamento no final da rua e ainda não via nada que fosse familiar e decidi perguntar a um rapaz no cabeleireiro que me apontou na mesma rua que o senhor anterior. No final da rua ainda não havia sinal dos becos onde fica o meu hostel. 

Voltei a perguntar.

"É para trás," assinalou uma senhora em mandarim numa farmácia. ´"É para trás," assinalou outro rapaz.

Como é para trás? Acabei de fazer esta rua e não vi nada!

Comecei a desesperar e a parar os táxis. Parei 3 táxis, mas sempre que lhes mostrava a morada todos abanavam as mãos negativamente. Não sei se não sabiam ou se recusavam-se a levar-me por ser tão perto, porque nenhum falava inglês.

Finalmente, o taxista pareceu reconhecer a morada e apontou para trás. Eu fechei a porta do carro e disse: "Ok, então vamos." O senhor começou aos berros comigo em mandarim e a fazer o sinal de dois e para trás. "E uns dizem para a frente, outros para trás e eu estou cansada de estar perdida," berrei também, em inglês. Ele lá deve ter percebido que eu não ia sair porque pôs o taxímetro a contar.

Ele percorreu toda aquela rua que eu fizera a pé, virou na direção da rua onde eu perguntara ao primeiro homem do GPS e voltou para trás na outra faixa da estrada. De seguida, parou num beco e apontou-me para a frente, mas eu ainda não conseguia ver o meu hostel e não havia hipótese nenhuma de continuar perdida e ainda assim pagar por isso. Também eu apontei para a frente dizendo que seguisse. Ele voltou a reclamar comigo em mandarim e a gesticular e percebi que tinha algo a ver com o carro não caber. "E eu estou cansada de estar perdida," reclamei mais alto que ele.

Ele acabou por ceder, o carro acabou por caber e eu acabei por encontrar o meu hostel depois de ter estado duas horas perdida nas mesmas ruas. "Don't follow me. I'm lost too!"

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Chegou o dia!

O dia da partida chegou, começo a olhar para o quarto e só tenho vontade de pôr as mãos na cabeça, não por medo ou ansiedade, se bem que acho que esses sentimentos não ajudem, mas porque as gavetas estão abertas, as roupas espalhadas, os livros caídos e a secretária recheada de canecas de galões.

Dou uma vista de olhos à check-list e penso que mesmo assim deve haver qualquer coisa que vai ficar esquecida, como é que eu deixei tudo para o último minuto??

Ah! Já sei! Porque és tu.

O que me leva a um tópico com o qual me debato muitas vezes, cada vez que viajo e por vezes no mundo da escrita, nervosismo ou falta de preparação? É verdade que é natural sentir-se nervosismo antes de uma viagem, mas sempre? Será que se tivesses preparado um bocadinho mais o teu itinerário, visto como chegar, planeado os teus dias, feito as malas (toda e não apenas parcial para a fotografia), não te sentias mais relaxada? Nervosismo ou falta de organização? Se fizesses uma lista de preparação, anotando as coisas conforme vão aparecendo e não escrever no último dia, à espera que te lembres de todas, dizendo profanidades quando te lembras de uma já a caminho do aeroporto, talvez não tivesses tão stressada.

E depois penso, não seria eu se o fizesse. Não seria aquela pessoa que foi para a América do Sul, sem nada planeado, com apenas as primeiras duas noites marcadas e sem fazer ideia de como apanhar um autocarro para a Bolívia (porque não me tinha dado ao trabalho de descobrir que afinal o sistema de transportes da América do Sul é fantástico), aquela rapariga que ia visitando as cidades conforme lhe iam dizendo que eram sítios interessantes para se ver. Aquela que descobria quando compraria o próximo bilhete, quase na altura de o comprar ou por vezes chegava à cidade sem hostel reservado. Eu odiava essa rapariga, ela deixava-me os nervos em franja todos os dias antes de uma partida, mas eu adorava essa rapariga e o seu espirito de aventureira.

A primeira semana está toda marcada e planeada, porque não serei só eu a viajar e a europa é muito mais cara para se andar à aventura, mas a partir do dia 14 (o dia do meu voo para Pequim), eu vou festejar o dia dos namorados e vou voltar à andar com essa rapariga, porque apesar de odiar estes nervos miudinhos, adoro muito mais saber que não tenho planos ou satisfações a dar.