Writing is my passion, travelling my mistress, and translation my wife! / Escrita é a minha paixão, viajar a minha amante e tradução a minha esposa!
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
sábado, 30 de julho de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
DIZ NÃO À PROCRASTINAÇÃO!
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domingo, 11 de janeiro de 2015
Os Vilões em Nós
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Como surgiu a ideia original e agora? Escrever a sequela!
"Sombras" já está disponível no site da coolbooks!
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Sai da Tua Zona de Conforto
Algo novo que descobri: quando parece que não tenho imaginação e que sentar à frente do meu computador parece ser o maior pesadelo da minha vida tenho duas opções:
- escrever
- ou ficar a pensar sobre escrever e sentir-me culpada por não estar a fazer nada.
Ultimamente tenho tentado a primeira opção e para minha surpresa, até consegui escrever. É claro que a primeira linha é sempre uma porcaria, mas a verdade é que eu preciso de começar por algum lado. Escreveste aquela frase que não tem pontas por onde se pegue, e depois? A imaginação veio logo a correr nas frases a seguir e acabaste por inventar um enredo que nem tinhas imaginado em primeiro lugar. Talvez aquela frase, ou aquele parágrafo, ou aquela página te vá dar muito trabalho a editar, mas a boa notícia é: como não estás de rabo sentado sem fazer nada e estás a avançar na tua história, irás ter muito mais tempo para te focares na edição.
Outra coisa que descobri depois de ter feito isso é que me sinto bem. Realmente bem. Não fico com aquele bichinho a remoer-me de culpa por não ter escrito hoje, não fico a pensar no que vou fazer da minha vida se não tiver uma forma de incorporar aquela cena naquela parte da história, e não fico a ruminar como vou avançar até chegar à parte que quero mesmo escrever. O resultado é uma pessoa muito mais bem disposta e orgulhosa de si mesma.
Só uma coisinha para vos pôr a pensar.
Agora ao que me levou mesmo aqui. A verdade é que tenho amigos fantásticos que sabem acerca da minha paixão pela escrita e dos meus planos de futuro, e que se lembram de mim cada vez que se deparam com alguns conselhos de escrita na Internet. E uma amiga, muito recentemente, enviou-me imensos. Apesar de ainda não ter tido a oportunidade de dar uma vista de olhos em todos, decidi partilhar um deles convosco.
1.Aumenta
o número de palavras: se ainda não estás a escrever todos os dias, começa. Escreve
seis dias por semana. Começa com 100 palavras. Quando isso já for confortável,
vai até às 200 e quando deres por ti já estás a escrever como um menino
crescido. A maior parte de nós não consegue escrever a um ritmo profissional. É
preciso treinar. (De momento sinto-me confortável em escrever 1000 palavras por dia se não tiver interrupções de terceiros, por isso ando todos os dias a tentar puxar-me até às 1500. Por vezes resulta, por vezes não. Mas eu apenas conto as palavras que escrevo na história mesmo, não conto com as do blog, nem com as do trabalho da escola, nem com as que perco a planear e a delinear o enredo da história.)
2.
Faz um blog: escrever num blog tem os seus benefícios, mas um dos maiores é que
te ajuda a treinar para o teu ritmo profissional. Mata vários coelhos de uma só
cajadada. O blog pode ajudar-te com a tua imagem de autor e plataforma, mas
também ajuda-te a treinar para cumprires prazos e ajuda-te na tua conta diária de
palavras. Um blog ajuda-te a escrever de forma mais simples, rápida e linear.
3.Lê
em géneros que não lês normalmente: é possível apontar os escritores que lêem
apenas no género que escrevem. Sai da tua zona de conforto e lê outro género. Irá
ajudar-te envolver novos elementos para a tua ficção que irá ajudar-te a
sobressair no meio da competição.
4.
Entra em concursos: Concursos dão-te prazos e colocam o teu trabalho para ser
submetido a criticas de colegas. (A não ser que sejas como eu e odeies competição. Odeio mesmo, e a razão pela qual odeio é porque odeio perder, mesmo depois da competição ter terminado - e até posso ter ganho - continua a sentir-me stressada com a situação. Mas o que eu faço é: compito em silêncio. Se não tiver ninguém consciente da minha competição, obrigo-me a termina-la mas sem aquela pressão. É quando funciono melhor. Mas lembra-te que competir em silêncio não te leva às críticas e crescimento como escritor do que uma em que as outras pessoas também tão conscientes.)
5.Escreve
num género que não costumas escrever: saíres do teu próprio género
ajuda-te a desenvolver novos músculos. Podes até descobrir que o género que
inicialmente escolheste não é o melhor. (Apesar do meu género sempre se ter
baseado na área juvenil e infanto-juvenil,
no inicio estava mais inclinada para a feitiçaria e tempos medievais.
Resultou. Escrevi um rascunho inteiro acerca disso, mas nunca me pareceu
completamente certo, e talvez tenha sido porque ainda era nova ou por outras
razões, mas nunca o terminei por completo. Depois decidi ir para o tema mais
geral que é o drama adolescente, e ainda para a dinâmica de irmãos, nenhum dos
dois resultaram. Até ter encontrado o meu santuário que é ficção paranormal.
Não significa que não vá tentar escrever noutros, significa que até agora este
foi o que funcionou melhor. Porque se formos a ver, o outro rascunho que
terminei também tinha os seus elementos paranormais, apenas precisava de
redescobrir aquilo em que eu realmente era boa. Mas precisas de tentar outros para saberes que esse é o que é definitivamente certo.)
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
O Método do Floco de Neve para Escrever um Romance - PASSO 9 e 10
Drum roll, please
Finalmente, aqui estão os últimos passos para escreveres o teu romance.
Finalmente, aqui estão os últimos passos para escreveres o teu romance.
Passo 9) (Opcional) Volta para o
processador de texto e começa uma descrição narrativa da tua história. Tira cada
linha do documento Excel e expande-a para uma descrição de multi-parágrafos da
cena. Introduz quaisquer linhas de diálogo que te lembres e faz um rascunho
dos conflitos essenciais dessa cena. Se não existe conflito saberás logo de
início e deverás adicionar ou apagar a cena.
Se seguires o conselho do autor
do artigo, podes escrever uma ou duas páginas de capítulos e começar cada
capítulo numa nova página para depois imprimires e poderes facilmente mudar a
ordem dos capítulos e rever sem prejudicar os outros. Este processo pode
demorar uma semana (dependendo do ritmo) e o resultado é um documento que
poderá facilmente ser revisto a vermelho, enquanto escreves o primeiro rascunho
e anotas nas margens as ideias que te vão surgindo. Esta é uma boa
maneira de escrever a sinopse que muitos escritores se sentem aterrorizados em
escrever depois do livro já estar todo escrito, e será bastante fácil se
seguiste os passos do 1 a 8. É um protótipo do teu primeiro rascunho (mais ou
menos um rascunho dos rascunho?) Imagina seres capaz de escrever um primeiro
rascunho numa semana!
Passo 10) O que falta agora é só
sentares-te e começar a teclar o verdadeiro primeiro rascunho do romance. Ficarás
surpreendido com a velocidade com que a história voa.
Podes pensar que toda a
criatividade já foi mastigada, por esta altura. Bem, não, a não ser que tenhas
analisado demais quando escreveste o Floco de Neve. Esta é suposto ser a parte
interessante, porque existe muitos problemas de lógica de pequena escala. Como
é que o Herói sai daquela árvore rodeada de crocodilos e salva a Heroína que
está no barco a ser incendiado? Existe tempo para descobrir isso tudo. Mas
também é engraçado, porque já sabes em grande escala como funciona a estrutura
do teu romance. Por isso, só tens de resolver um certo limite de problemas e
podes escrever relativamente rápido.
Esta fase é incrivelmente
divertida e excitante. A vida é demasiado curta para perder tanto tempo a escrever um
romance quando este pode ser escrito em metade do tempo.
A meio do primeiro rascunho, o
autor faz uma pausa para rever o que está de errado com os documentos de organização do romance,
estes crescem à medida que desenvolves o teu romance.
E agora, esperançosamente, já
sabes como escrever um livro. Só resta esperar para ver como sai o produto
final e depois a segunda parte do processo: a revisão. Aquele monstro de sete
cabeças que contei como odeio e postei alguns comentários de como lidar com
ele.
Podem ver aqui:
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
O Método do Floco de Neve para Escrever um Romance - PASSO 5 ao 8
Tanto tempo para traduzir os primeiros passos e este parecem fluir.
Aqui vão mais quatro passos para escreveres um romance:
Aqui vão mais quatro passos para escreveres um romance:
Passo 5) Tira um dia ou dois para
escreveres uma página de descrição acerca de cada grande personagem, e meia-página
de descrição sobre os outros personagens menos importantes. Estas “sinopses de
personagens” devem contar a história a partir do ponto de vista de cada
personagem.
Passo 6) Neste momento, tens uma
história sólida e vários fios de história, um para cada personagem. Agora tira
uma semana e expande a página de sinopse do enredo para quatro páginas de
sinopse. Basicamente, irás expandir novamente cada parágrafo do passo 4 para
uma página inteira. Este passo é divertido porque estás a descobrir a lógica de
toda a história e a fazer decisões estratégicas. Aqui, irás com certeza querer
voltar para trás e re-arranjar as coisas dos passos anteriores ao ganhares uma
visão da história e novas ideias são apresentadas.
Passo 7) Tira outra semana e
expande as descrições dos teus personagens em diagramas completos, a detalhar
tudo o que há para saber acerca de cada personagem. As coisas normais:
aniversário, descrição, história, motivação, objectivo, etc. Mais importante
ainda, como é que este personagem irá mudar no final do teu romance? Isto é uma
expansão do teu trabalho no passo 3, e
irá ensinar-te bastante acerca dos teus personagens. Irás, provavelmente, voltar
atrás e rever os passos 1 ao 6 à maneira que os teus personagens começam a
tornar-se mais “reais” aos teus olhos e começam a fazer exigências na história.
Isto é bom, boa ficção é movida pelos personagens. Toma o tempo necessário para
fazeres isto, porque estarás a poupar tempo em longo prazo. Quando acabares
este processo, tens a maior parte do que será necessário para escreveres uma
proposta. Se já és um autor publicado, então podes escrever a proposta já e
vender o teu romance, antes mesmo de o teres escrito. Se ainda não és, então
precisas de escrever o teu romance primeiro, antes de o vender.
Passo 8) Podes querer ou não
fazer uma pausa aqui. Mas, a certa altura, terás mesmo de escrever o teu romance.
Antes de fazeres isso, existe certas coisas que precisas de fazer para tornar
aquele horrível primeiro rascunho mais fácil. A primeira coisa a fazer é pegar
naquela sinopse de quatro páginas e fazer uma lista de todas as cenas que irás
precisar para tornar a tua história num romance. E a maneira mais fácil de
fazer é com o Excel.
Por alguma razão, isto é
assustador para alguns escritores. Oh, o horror! Aprendeste a utilizar um processador
de texto. O Excel é mais fácil (isso é o que ele diz, eu cá gosto de fazer as
minhas listinhas e tabelas à moda antiga). Precisas de fazer uma lista das
cenas, e estas folhas foram inventadas para fazer listas (NINGUÉM ME VAI
OBRIGAR A MEXER COM O EXCEL, mas hei! Tu podes ser mais inteligente que eu por
isso, força!)
Faz as listas a detalhar as cenas
que emergem as partir das quatro páginas de enredo. Escreve apenas uma linha
para cada cena. Numa coluna, lista o POV do personagem. Noutra coluna (larga)
conta o que acontece. Se quiseres armar-te em chique, adiciona mais colunas que
dizem quantas páginas esperas escrever. A folha de Excel é ideal, porque
permite-te ver o enredo de uma só vez, e é mais fácil mexer nas cenas para
reorganizar as coisas.
Pode demorar uma semana fazer uma
boa tabela. Quando terminares, podes adicionar uma nova coluna com o número de
capítulos e atribuir capítulos a cada cena (reconsiderei, talvez irei utilizar
Excel só desta vez).
E agora, ele falou em pausa por
isso vamos fazer uma.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
O Método do Floco de Neve para Escrever um Romance - PASSO 1 ao 4
Ok, este é o meu primeiro post do ano, e devo admitir que não estou orgulhosa com o facto de vir tão tarde. Mas vocês sabem... início do ano também significa concentrarmos-nos naquelas resoluções que nunca concretizamos no resto do ano como: ir ao ginásio mais vezes, prestar mais atenção ao estudos, entre outros. E a resolução de prestar mais atenção aos estudos é algo com que tenho andado ocupada nas últimas semanas com todos os deadlines para os essays, mas estes estão quase a acabar e prometo ser mais assídua a partir de agora (acabei de fazer outra resolução de ano novo, por isso não me batem se acabar por não cumprir).
Agora, se já chegaram a este artigo devem-se lembrar que eu prometi traduzir o Método do Floco de Neve para Escrever um Romance, coisa que tenho feito, mas o método é mais longo do que estava à espera e ligeiramente uma repetição do que foi dito no Como Escrever um Livro em 60 Dias ou Menos, mas mais pormenorizado. Com isto tudo achei que podia correr o risco de se tornar aborrecido para algumas pessoas (e para mim por ter de traduzir quase 3,000 palavras), e decidi dividi-lo em partes. Mas não se deixem enganar, é um bom método para começar a escrever um romance e acho que esta vai ser a primeira vez que menciono nomes aqui mas, Raquel Frade, este é especialmente para ti e como começares, por isso promete-me que vais fazer os passos um por um.
Começando:
A importância do design
Boa ficção não acontece
simplesmente, é organizada. Podes organizar o teu trabalho antes ou depois de
teres escrito o teu romance. Já fiz das duas maneiras (Randy
Ingermanson) e acredito fortemente que
fazer antes tem melhores resultados. O design é trabalhoso por isso é
importante ter um princípio por onde te guiares desde o início.
A pergunta fundamental é: Como
organizas um romance?
Antes demais, repara neste floco
de neve! (Aqui está, finalmente, a resposta ao porquê deste nome!)
Esta imagem é um objecto
matemático amplamente estudado. Mas os primeiros passos para construir este
floco de neve, não têm nada a ver com um floco de neve. Têm este aspecto:
Se tiveres uma versão actualizada
do Java (eu não tenho) podes visitar este site para perceber melhor como funciona.
É assim que se cria um romance: começasse por um pequeno passo e constrói-se à volta até começar a ter o
aspecto de uma história. A maior parte é trabalho criativo. Mas a outra parte é
gerir a tua criatividade e organizá-la num romance bem-estruturado.
Se és como a maioria das pessoas,
passas demasiado tempo a pensar no teu romance antes de sequer começares a
escrevê-lo. Podes fazer pesquisa. Sonhas acordado/a sobre como vai funcionar a
história. Fazes brainstorm. Começas a ouvir as vozes dos diferentes
personagens. Começas a pensar sobre o que é o livro – o grande tema. Esta é uma
parte essencial chamada de “compostagem”. É um processo informal e cada
escritor reage de maneira diferente. Vamos assumir que sabes compor as ideias
para a história e que já tens um romance bem-composto na tua cabeça e que já
estás pronto para te sentares e começares a escrever o teu romance.
Ok! Agora começa a parte interessante.
Dez passos de Design
(Oops, ainda não)
Antes de começares a escrever, precisas de te organizar. Precisas de colocar todas essas ideias maravilhosas
no papel de forma a poderes usá-las. Porquê? Porque a tua memória é falível, e a
tua criatividade pode ter deixado lacunas na tua história – estas precisam de
ser preenchidas antes de começares a escrever o teu romance. E precisas de
fazer isto num processo que não mate a vontade de escrever a tua história.
(Ok, agora é que é)
Aqui estão os 10 passos (pelo menos, os primeiros passos):
Passo 1) Tira uma hora e escreve
um resumo de uma frase para a tua história. Algo do género: “Um físico
trapaceiro viaja atrás no tempo para matar o apóstolo Paulo.” A frase guiará-te
como uma ferramenta de venda rápida. Este é o grande tema, o análogo daquele
grande triângulo de início na fotografia do topo. É o isco que atrai os
editores e, mais tarde, leitores.
Alguma dicas
acerca do que faz uma boa frase:
- Mais curto é melhor. Tenta não escrever mais do que 15 palavras.
- Tenta não incluir nomes (apesar de ter lido muitas diferentes frases e muitas delas têm nomes, mas se o teu personagem tem algo que o torna distinto é melhor se te focares nessas características).
- Liga o grande tema ao tema pessoal. Qual é o personagem que tem mais a perder nesta história? Agora conta sobre o que ele ou ela quer para ganhar.
Passo 2) Tira outra hora para
expandir a frase num parágrafo inteiro a descrever o arranque da história, os
grandes desastres e o final do romance. Este é o análogo da segunda fase do
floco de neve. O autor do artigo, por exemplo, gosta de estruturar a história
em três grandes desastres e cada desastre tira um quarto do comprimento do
romance para desenvolver (de certeza que já deves ter lido livros com Parte 1,
Parte 2 e Parte 3). As coisas no primeiro acto podem-se desenvolver por
circunstâncias externas, mas no segundo e terceiro acto, geralmente acontecem
devido às tentativas do protagonista em “resolver as coisas”. E as coisas só
pioram…
Este parágrafo também pode ser
utilizado na proposta do teu livro. Idealmente, o teu parágrafo deve ter cinco
frases. Uma frase para o arranque e o cenário. Depois uma frase para cada um
dos três desastres. E depois uma frase para o final. Este parágrafo resume toda
a história.
Passo 3) O passo acima dá-te uma
boa perspectiva do teu romance. Agora, precisas de algo semelhante para o enredo
das tuas personagens. Personagens são a parte mais importante do teu romance e
o tempo que investes em desenvolve-las primeiro, irá compensar quando começares
a escrever.
Para cada
grande personagem tira uma hora para escreveres um resumo de uma página que
diga:
- O nome da personagem.
- Uma frase que resuma a história do personagem.
- A motivação do personagem (o que ele/ela quer inconscientemente).
- O objectivo do personagem ( o que ele/ela quer concretamente).
- O conflito do personagem (o que o impede de conseguir atingir tal objectivo).
- A epifania do personagem (o que ele/ela irá aprender, como irá mudar).
- Um parágrafo que resuma a história do personagem.
Um ponto importante: podes dar
por ti a ter de voltar atrás e rever a tua frase ou parágrafo de resumo.
Força! Isso é uma coisa boa – significa que os teus personagens estão a
ensinar-te coisas acercas da tua história. É sempre aceitável ir atrás e rever
qualquer parte do processo de criação em qualquer fase. É inevitável.
Outro ponto importante: não tem
de ser perfeito. O propósito de cada passo é poderes avançar para o próximo
passo. Manter as ideias a fluírem, podes sempre voltar atrás e alterar quando
entenderes melhor a história.
Passo 4) Por esta altura, deves
ter uma ideia, em larga escala, acerca da estrutura do teu romance, e terás
gasto apenas um dia ou dois, mas não importa. Se a história tiver falhas, saberás
agora, ao invés de investir 500 horas a pensar no primeiro rascunho. Por isso, agora continua a crescer a história. Tira várias horas para expandir cada frase
do parágrafo resumo em parágrafos inteiros. Todos, menos o último parágrafo, deverá acabar em desastre. O último parágrafo deverá dizer-te como acaba o
livro.
Isto é divertido (pelo menos é o
que ele diz), e no final do exercício tens uma página decente do esqueleto do
teu romance. Não faz mal se não conseguires enfiar tudo dentro de uma página
só, o que importa é que estás a cultivar ideias para a tua história. Estás a
expandir o conflito. Deverás ter agora uma sinopse decente.
Se já cumpriste tudo até este passo, já avançaste bastante num dia ou dois de trabalho (dependendo do quão longa é a tua história ou quantos são os teus personagens), por isso, vou deixar-te fazer uma pequena pausa e BOA SORTE!
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Como escrever um livro em 60 dias ou menos
Dedicação
Quer escolhas 60 dias, 30 dias ou 6 meses como o teu
objectivo, tudo o que importa é que te dediques e imponhas um horário que fará
com que o atinges. Escolhe um horário realista que possas cumprir. Um bocadinho
todos os dias é melhor que tentar demasiado e desistir.
Como escolher o teu objectivo temporal? Começa por determinar:
- Quantas horas por dia consegues dedicar à escrita?
- Quantas páginas consegues escrever por hora?
Exemplo: Digamos que consegues escrever 2 horas por dia e 3
páginas por hora. Para escreveres um livro com uma média de 300 páginas
precisas de 50 dias (300 paginas por livro/6 páginas por dia=50dias ---- não verifiquei as contas, mas vou acreditar
a palavra do autor do artigo)
Processo de escrita
Para escrever um romance, é recomendado o método “Floco de
Neve” original “Writing a Novel Using The Snowflake Method”. Um guia conciso
que fará com que consigas escrever o teu romance se o seguires. Se perceberes
inglês podes visitar o site e imprimir as intrucções para cada um dos passos.
Snow Flake Method for Writing a Novel (summary from http://www.advancedfictionwriting.com/articles/snowflake-method/)
Irei tentar traduzir este método mais
tarde.
1.Tira uma hora para escreveres um
resumo de uma frase para a tua história.
2.Tira outra hora para expandires
essa frase num parágrafo a descrever a composição da história, os conflitos e o
final do livro.
3.Escreve um pequeno resumo para
cada personagem.
4.Tira algumas horas e expande cada
frase do resumo num parágrafo inteiro. Todos menos o último parágrafo deverá
acabar em desastre. O último parágrafo deverá dizer como o livro acaba.
5.Tira um dia ou dois para
escreveres uma página inteira acerca da descrição de cada um dos personagens
principais e meia-página para os menos importantes.
6.Agora tira uma semana e expande a
sinopse de uma página do enredo a quatro páginas de sinopse.
7.Tira outra semana e expande as
descrições dos personagens num gráfico completamente desenvolvido e escreve os
detalhes que sabes acerca de cada personagem.
8.Preparação para escreveres o
primeiro rascunho: faz uma lista numa folha de cálculo de todas as cenas que
irás precisar para transformares a tua história num romance .
9.(opcional) Volta para o word e
começa a escrever uma narrativa da descrição da tua história.
10.Por esta altura, apenas senta-te
e começa a escrever o primeiro rascunho real da tua história.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Revisão: Dia Três
Considerando que realmente todos fizemos a parte um e parte
dois, e não houve batotices como saltar capítulos ou passar logo para a parte
dois, aqui vai a terceira parte do conselho de Roth.
Agora que os problemas gerais estão todos resolvidos, o que
resta é
- Editar a voz
- Ter a certeza que as conversas de grupo não são confusas
- Checar se não existe outros parágrafos confusos e as
pequenas coisinhas.
E para isso temos o período de reflexão. Rever o rascunho
inteiro enquanto, se vai corrigindo estas pequenas coisas. Este processo é
muito mais benéfico se leres lentamente o rascunho, ao invés de passares só com
os olhos.
Algumas dicas:
1. 1-Força-te a ler lentamente. Cria
objectivos como “Vou só ler um capítulo por hora, e vou apenas trabalhar X horas
por dia”.
2-Se começares a ver que estás a
apressar-te ou irritada com o processo, PÁRA durante o resto do dia. Tu queres
ser cuidadoso/a, pensativo/a, e meticuloso/a. Se não conseguires fazer isso num
certo dia, coloca o rascunho de parte e faz outra coisa qualquer. Lê um livro! Trabalha noutra coisa
qualquer! Dá uma pausa ao teu cérebro e volta no dia a seguir.
3-Mantém um caderno de apontamentos
por perto. Existem partes do rascunho que te podem fazer lembrar de outras
partes que precisam de edição. Se andares para trás e para a frente nas edições
perdes a linha da história. Mais fácil será se escreveres anotações e editares
apenas quando chegares a essa parte.
4-Imprime. Edições em papel pode
ser uma boa maneira para te obrigar a ler lentamente (os meus professores aconselham)
e não passar rapidamente os olhos pelas palavras como acontece no ecrã. Também é
engraçado teres um molho de papeis e dizeres às pessoas “EU ESCREVI ISTO” (vou
tentar)
5-Lê as parte mais difíceis em
voz alta. Vai ajudar. Irás reparar em frases estranhas ou inconsistências muito
mais facilmente.
6-Decide te um bom plano de “input”. O bom de imprimires o
rascunho é que podes fazer notas logo no papel, mas eventualmente ele vais precisar
de ser modificado no actual documento word. Esta parte pode ser um bocado
aborrecida. O plano dela é deixar tempo todos os dias para fazer as mudanças,
em vez de fazer tudo de uma vez. Mas se conseguires fazer tudo num dia inteiro,
ainda melhor. O que funcionar melhor.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Revisão: Dia Dois
Ok, dia dois, este vai ser difícil
de explicar.
No primeiro dia já fizemos a
leitura e anotamos os problemas que havia em todos os capítulos, certo?
Agora temos a enorme lista de
perdição. E o que fazer com ela? Dividi-la em dois grupos: problemas globais e problemas
locais.
Problemas globais são aqueles que
as soluções devem ser aplicada no rascunho inteiro ou grandes secções do
rascunho, como a “a dinâmica destes dois personagens deve ser alterada” ou “o
personagem principal deve pensar neste assunto periodicamente na história até
um certo ponto.”
Problemas locais são os que as
soluções só precisam de ser aplicadas para cenas específicas ou grupos de cenas
especificas, como “ preciso de adicionar este desenvolvimento do enredo logo a
seguir à página (vamos dizer página 394, porque é bem mais engraçado e lembra o Harry Potter)”
Problemas locais transforma-se em
problemas globais quando, por exemplo, adicionas uma cena e tens de editar o
resto do rascunho para poderes incluir essa cena, ou quando apagas tens de
remover todas as menções dessa cena.
Depois de dividir a lista nessas
duas categorias (e esta parte geralmente envolve mais anotações de problemas
globais por que geralmente quando mudas um problema local crias um problema
global) o que Roth faz é abrir o documento e divide o manuscrito em “movimentos”
ou secções para tornar tudo mais fácil. Para cada secção escreve uma lista dos
problemas globais que precisam de ser tratados. Talvez, não seja preciso de
tratar deles em todas as cenas, mas é preciso ter noção que eles estão lá.
Depois, para cada cena ou
episódio, faz uma lista das edições locais necessárias, podes até adicionar um
comentário no próprio documento.
Depois, volta à lista e pensa
acerca de qual será a secção mais difícil, ou qual o problema mais complicado e
ataca esse primeiro. (Isso até é boa ideia, eu geralmente faço o contrário e
podem adivinhar o que acontece? Quando lá chego já não tenho paciência).
Ela afirma que não se preocupa em
editar fora de ordem, porque geralmente avança com uma secção de cada vez para
não ficar confusa. Quando acaba com cada
secção, apaga os comentários extra que listam todos os assuntos globais dessa
secção.
Tenta
criar objectivos como “ esta semana acabo a secção 1”, o que significa que
terás de fazer pelo menos uma cena todos os dias ou duas cenas por dia. Isto
garante que te mantens-te motivado/a.
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Conselhos Traduzidos,
Edição
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Revisão: Dia Um
Um conselho sobre revisão de
Veronica Roth. Os dela podem nem ser sempre os melhores, mas serão sempre os
mais divertidos.
Ela descreve os rascunhos dela
como um “festival de caca”.
Os meus posso garantir que não
ficam muito longe, principalmente no fim. Comecei a escrever com extrema
atenção aos detalhes enquanto escrevia e fazendo enormes pesquisas antes de pôr
no papel. Até ter lido que se calhar não estava a fazer muito bom trabalho. Eu
sabia o que ia acontecer praticamente no livro inteiro, mesmo antes de sequer
ter escrito o primeiro capítulo. Ou seja eu sabia o que vinha a seguir, o que
eu queria que acontecesse, mas dava por mim bloqueada porque queria escrever de
forma perfeita. Aqueles detalhes que não têm muita importância, mas que são essenciais
para não parecer que estamos a despejar coisas eram por vezes o motivo dos meus
bloqueios. Até que me deixei ir e deixei me escrever da pior maneira possível.
Desde que aquilo sobre o que queria escrever ficasse contado.
Ela conta que existe partes que
tão bem escritas e organizadas, enquanto outras partes faltam lhes foco e são
simplesmente erradas. Partes que faltam, cenas que não escreveste mas que
devias, personagens que deixaste de parte ou elementos do enredo que precisam
de mais desenvolvimento.
Para este tipo deves te convencer
a dar uma vista de olhos. Pode ter passado algum tempo desde a primeira vez que
escreveste as primeiras cenas, por isso é uma boa ideia ver o que foi escrito
anteriormente. Outra coisa que eu também faço, mas não devia, é voltar
constantemente aos capítulos anteriores, por exemplo, eu quero referir algo no
capítulo 13, mas tenho a sensação que já foi dito no 10 eu vou atrás e mudo o
10 para pôr no 13. Não devia porque só me estou a confundir mais, esses
problemas devem ser resolvidos no momento que estás a rever. Porque ao estares
a voltar atrás podes perder a tua linha de pensamento e esquecer o que ias dizer a seguir.
O que Veronica faz é uma lista
acerca dos problemas quando acaba o rascunho para não esquecer os problemas que
já sabe. Alguns problemas:
- Todos os personagens, principais ou secundários têm um papel claro ou
definido na história? Se eles parecem não estar presentes isso é algo
explicado ou ponderado pelo personagem principal?
- Escreveste o fim de forma efectiva? No caso dela ou de alguns
escritores, às vezes só descobrem o final a meio do livro, por isso a primeira
parte do livro pode ser escrita direccionando para um fim completamente
diferente do que actual.
- Como vai o movimento? Existe sítios onde anda demasiado rápido ou
demasiado lento?
- Existe secções com “infodump”? Secções em que é a informação é
despejada ao leitor tudo de uma vez em vez de ser revelada lentamente através
do enredo. Acabei de descobrir recentemente que tinha realmente partes assim,
por isso se forem daquele tipo de pessoas que não deixam ninguém ver o vosso
trabalho, eu desaconselho.
- Existe personagens, cenas ou elementos do enredo que não se relacionam?
Podes identificá-los perguntando te “se eu remover este evento ou personagem,
serei capaz de escrever o final do livro sem perder muito?”
- Existe personagens, cenas ou elementos do enredo que precisas de juntar
para o livro ser mais rico ou fazer sentido?
- Existe problemas lógicos ou inconsistências com a construção do mundo
ou enredo?
- Existe alguma inconsistencia resultante de escrever cenas fora de ordem
ou originadas da confusão do autor? Armas a desaparecer, personagens que
estão em sítios que não deviam estar ou com nomes diferentes.
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Conselhos Traduzidos,
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London, UK
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Como Rever
Um bom conselho do The Writing Center.
O conselho é mais para teses, mas houve algumas coisas que
podem também ser aproveitadas para livros.
Porque razão rever é
importante?
Escrever é um processo de descoberta e nem sempre produzimos
o nosso melhor trabalho quando começamos. A revisão é uma oportunidade para
olhar de forma crítica para o que escrevemos para vermos se:
- É realmente importante ser dito
- Diz o que querias que dissesse;
- E se o leitor entende o que foi dito.
Praticamente toda a gente concorda que deves deixar esperar
algum tempo desde que acabaste até voltares a olhar para o rascunho. Se eu
tiver bastante empenhada sou do tipo de esperar umas horas, se não, sou mais do
género de esperar umas semanas. Mas o objectivo é que se esperares, quando
voltares ao rascunho serás mais honesto contigo próprio.
Nesta fase de revisão deves-te concentrar mais no problemas
gerais do rascunho e não com as virgulas em si. Coisa que eu não faço, mas
devia.
Whoa! Mas eu pensava
que podia rever tudo num instante.
Ah! I wish! Se deixares esperar estarás a dar-te
oportunidade para olhares para o que escreveste com os olhos mais frescos. É
fantástico como aquilo que escrevemos e soava fantástico no momento acaba por
provar ser uma gigante bosta quando lhe damos uma oportunidade para incubar. A
sério é tipo a cena dos fungos. Quanto mais tempo deixas a comida a arejar,
mais bichinhos vão aparecer.
Mas trabalhei tanto
no que escrevi que não posso dar-me ao luxo de deitar nada fora.
Se quiserem ser escritores polidos, eventualmente
descobrirão que não podem dar-se ao luxo de NÃO mandar nada fora. Como
escritores, ocasionalmente escrevemos muito material que precisa de ser mandado
às urtigas. Até agora no meu manuscrito ainda não mandei nada essencial fora,
mas eu sei que quando chegar a um capítulo que escrevi ele provavelmente vai
embora. E eu até gostava do capítulo, era dramático com um certo nível de
romantismo. Mas utilizando exagerados gestos, estilo à Max Irons, “It served no
purpose”. Como escritores devemos estar dispostos a sacrificar bocados de
escrita pelo bem da peça completa. Eu ainda estou para ver como isto vai voltar
para me lixar no futuro.
Um truque é não baralhares muito o que produzes no primeiro
rascunho, porque quanto mais produzes, mais precisarás de trabalhar quando a
parte de cortar vier.
Mas às vezes eu
revejo enquanto escrevo.
Ya! Eu também faço isso. Aparentemente não é de todo
aconselhável, mas pode ser.
Como escrever é um processo circular, não é necessário fazer
tudo numa ordem específica. Às vezes escreves algo e remendas antes de passares
à frente. Mas presta ATENÇÃO: existem dois problemas com esse processo. O
primeiro é que se revês conforme vais escrevendo nunca tens oportunidade de ver
o trabalho como um todo. Outro problema é que podes entrar em curto-circuito
com a tua criatividade—isso já me aconteceu. Se passares muito tempo a remendar
o que está nessa página, podes perder algo que ainda nem sequer está na página.
Como faço o meu
processo de revisão? Alguns conselhos.
·
Trabalha através do papel. Os meus professores
de Pratical Resources, por acaso, uma vez perguntaram me qual é que eu achava
melhor. No papel ou no screen? Ao que eu respondi papel, porque o monitor
cansa-me os olhos e aborreço-me mais depressa. Mas também coisas que parecem
invisíveis no monitor costumam aparecer com mais nitidez no papel.
·
Lê em voz alta. Para poderes ver como as coisas
fluem.
·
Não tentes fazer tudo ao mesmo tempo, pois podes
começar a ficar cansado/a e problemas que detectarias tornam-se invisíveis.
Preocupações
O que se pode meter
no meio de uma revisão?
Não te apaixones pelo que escreveste. Too late! ‘Tá feito. Mas
se o fizeres tornarás-te hesitante em mudar, mesmo que não esteja excelente.
Não ajas como se tivesses casado com a tua escrita. Age mais como se tivesse a
namorá-la, vê se são compatíveis e descobre como é no dia a dia.
Como posso tornar-me
muito bom a rever?
Faz muitas vezes. E…
·
Quanto mais produzires mais podes cortar.
Quanto mais conseguires imaginar-te como o
leitor, a ler pela primeira vez, mais fácil se torna para descobrires
problemas.
·
Quanto mais exigires em termos de claridade e
elegância, mais clara e elegante será a tua escrita.
Como é que eu revejo
em termos de frases?
“Procura por sítios onde te baralhas ou perdes no meio da
frase. É claro que é preciso de ser remendado. Procura sítios onde ficas
distraído/a ou aborrecido/a – onde não consegues concentrar-te. Esses sítios
são onde provavelmente perdeste a concentração na tua escrita. Corta as
palavras extras e as coisas vagas. Procura a mais ínfima falha na tua
leitura, a mais pequena falha de energia
ou concentração enquanto dizes as palavras… a frase deve estar viva.” (Peter
Elbow, Writing with Power)
- Procura sítios onde começaste a frase da mesma maneira mais do que duas vezes em ocasiões consecutivas e procura formas alternativas de escrever as mesma coisa OU combinar as duas frases.
- Verifica a variedade das frases. Se duas frases seguidas começam da mesma forma (exemplo: Sujeito e verbo) tenta utilizar outro padrão.
- Aponta para precisão na escolha de palavras. Não te contentes com o melhor que consegues pensar no momento, utiliza um dicionário se for preciso.
- Utiliza verbos específicos – substitui frases compridas com esses verbos. Por exemplo, “Ela argumenta a importância da ideia” substitui por “Ela defende a ideia”.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Pontos de Exclamação!!!!!
Mark Twain diz para nunca utilizarmos pontos de exclamação, é como rirmos da nossa própria piada. Não, na verdade não é Mark Twain que diz isso, mas o "Me" de "Marley&Me" (está na minha lista de livros para ler, mas nunca li. Só vi o filme).
O que Mark Twain diz é qualquer coisa do género "O narrador de uma anedota nunca censura o objectivo da piada; ele grita-a sempre. E quando a imprime, em Inglaterra, França, Alemanha e Itália, ele coloca-a em itálico ou com um ponto de exclamação, e às vezes explica em parênteses. Todas estas formas são deprimentes e dá vontade de renunciar a piada e viver uma vida melhor."
MUITO DRAMÁTICO!!!!
Com a quantidade de coisas que já li, não fazem ideia da quantidade de escritores que têm problemas com pontos de exclamação, itálicos, negrito e pontos de exclamação. Ya! Eu disse duas vezes pontos de exclamação para fazer ênfase, muitos não gostam MESMO--- AH! Outros também não gostam do uso excessivo de CAPSLOCK.
No blog de Rachelle Gardner, uma agente literária, ela até dá um bom conselho.
Para não dares a impressão que és um amador tenta utilizar este tipo de escrita com moderação.
O que podes até fazer mesmo é: escreve tudo com um ponto final. Quando voltares a reler o teu manuscrito é que podes colocar um ponto de exclamação onde é necessário. Se por acaso falhares uma frase onde dantes terias posto um ponto de exclamação, mas agora já não colocaste é porque provavelmente não era necessário.
Outra escritora e editora que também possui um blog (nestes dias quem é que não tem?), Writing Widly Editing Services, também fala nisto.
O uso do ponto de exclamação serve para o escritor mostrar uma certa quantidade de entusiasmo. Se vais usá-lo em todos as tuas frases, vai dar a sensação que os personagens estão a gritar um com o outro.
Mais ainda, o ponto de exclamação é suposto dar mais importância a uma certa frase, se todas as frases o tiverem basicamente são todas iguais.
Livros para jovens adultos ou infantis geralmente têm mais exclamações que os outros, porque os adolescentes são criaturinhas eufóricas e as crianças entusiasmam-se com tudo o que vêm, mas mesmo assim tenta não utilizar em demasia.
Tenta utilizar verbos ou nomes melhores em vez dos pontos ou então guarda-os para quando os personagens mandam SMS.
Deixo aqui uma imagem do que é um ponto de exclamação se ainda não tiverem uma ideia.
domingo, 15 de setembro de 2013
A Mochila, Um dos Melhores Conselhos
E agora, o momento para o qual temos esperado... --- eu ando a escrever isto com plena consciência que neste momento ainda ninguém lê o meu blog. Até mesmo amigos e conhecidos devem pensar: "aquela pirou de vez. Eu bem sabia que não devia ter desistido da medicação". A eles quero responder: por favor, não leiam este blog com a minha voz na vossa cabeça ou nunca mais serei capaz de vos olhar nos olhos.
Certo. E o momento é... conselhos.
Pensei em começar com o número de palavras que se deve escrever, não imaginam o número de sites que existe acerca disso. E depois pensei: se eu ainda nem sei sobre o que escrever ou como escrever, o que vou fazer com um conselho acerca da quantidade de palavras? Por isso mudei de opinião e mudei para outra.
Por vezes estou a ler e penso, AH! Este conselho dá mesmo jeito, deve ser um dos melhores, mas logo a seguir leio mais e penso, não, este conselho é que é, e assim por adiante. Como não me decido acerca de nenhum deles mais vale começar por algum lado.
O conselho que Veronica (eu trato-a assim porque somos melhores amigas) mais refere é a mochila.
É um conselho mais para revisão, mas também serve para termos uma ideia do que escrever.
O conselho não é originalmente dela, mas de uma professora. Se fosse num texto formal ficaria assim "V. Roth, 2010, citado por S. Seliy, não sei quando"
Basicamente é isto:Imagina que vais embarcar numa enorme viagem A PÉ no meio do nada e tens de colocar tudo o que precisas numa mochila.
Precisas de um secador? Não. Mesmo que o quisesses levar não havia fichas, certo? Desnecessário.
Ou seja, na escrita fazes o mesmo. É realmente necessário descrever tudo acerca do que o teu personagem faz? Ela foi à casa-de-banho a esta hora e a seguir lavou os dentes (não irias colocar isso no teu livro, mas é só um ponto exagerado). A cena é que não precisas de descrever tudo o que os personagens comem ou vestem ou fizeram o verão passado se não contribui para a tua história.
"Se não contribuem para a construção da personalidade dos teus personagens, tira"
Ou ainda por exemplo, imaginemos que existe uma arma na cena, mas não vai acontecer nada de especial com aquela arma, só está lá. Então tira. Não podes introduzir um elemento interessante como esse se depois não vai ter objectivo nenhum no resto da cena.
Eu por acaso não costumo ter muitos problemas com esta parte, muito pelo contrário tive de acrescentar muitas descrições porque basicamente as cenas ACONTECIAM. E quando voltei a ler pensei, isto é tudo muito giro, mas a personagem está a entrar num novo mundo, é preciso saber porque é que ela não para de olhar para todo o lado enquanto os outros falam.
Já leram Criaturas Maravilhosas? É um livro fixe, e óptimo para quem é fã de romances impossíveis. Mas tem umas freaking 600 páginas. Algumas vezes com coisas que eu sinceramente dispensava. Como o Ethan a tomar o pequeno-almoço, o Ethan a ir para a escola e qual o caminho que ele vai etc. Quando coisas assim acontecem eu geralmente desligo o cérebro automaticamente, continuo a ler, mas não presto atenção até algo de interessante acontecer.
Por isso, pensa sempre se os pontos menos virtuais contribuem para os pontos virtuais da tua história.
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