domingo, 30 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Festejar à grande e à francesa

Ok, ainda não existe data oficial, mas… C'mon, está quase!!!

O que é que está quase? - perguntam vocês. O meu livro! Sombras será publicado muito brevemente pela Porto Editora, nesta chancela digital, que tem como objectivo dar a conhecer novos autores da língua portuguesa (their words, not mine).

Quem me conhece, deve com certeza poder testemunhar a favor de que eu consigo, por vezes, ser  um pouco pessimista, por isso tenho tendência a nunca festejar antes do tempo. Já houve pequenas celebrações claro, como por exemplo quando recebi o e-mail da Porto Editora que continha estas exactas palavras: "Após ponderada análise do original que teve a amabilidade de nos enviar, temos o prazer de comunicar que a Comissão Editorial emitiu um parecer positivo relativamente à sua qualidade e pertinência.” Nesse momento o meu companheiro de casa não se calava – acerca de um assunto que agora não me lembro e suponho que não possua qualquer relevância – e eu comecei a enxotá-lo e a dizer “Espera!”, ao que ele me ignorou e continuou a falar e eu repliquei: “Espera, porra! Deixa-me ler!”

Quando finalmente percebi o que se estava a passar, a minha felicidade era quase impossível de se conter. Há doze anos que afirmo que um dia gostaria de ser escritora, que mostro à minha família pequenos projectos em que ando a trabalhar e os seus pensamentos devem provavelmente ser  “ah, pois, aquela ali sonha alto”. Mas não, finalmente tive o meu sonho concretizado. Aquilo para o qual eu estava preparada para trabalhar uma vida inteira. Tanto em inglês como em português, qual deles viesse primeiro.

Por isso a minha celebração foi talvez apenas uns saltinhos, mas por dentro a minha mente estava:

Mas mesmo assim existia mil e uma coisas que poderiam correr mal. Pessimista, eu sei! Mas se me preparar agora para o pior, quando o bem chegar será um alívio. Se o tal mal vier, não vou ficar feliz, mas ao menos posso pensar  “well, ao menos não andaste para aí a festejar e a dizer a todos”.

Agora sim, agora que vejo o fim cada vez mais próximo tornei-me na pessoa mais aborrecida que se pode esperar, e que não perde uma oportunidade para dizer “oh yeah, eu vou publicar um livro”.
 
Agora estou num constante estado de euforia!

E quando for mesmo lançado e fizer questão de avisar a todos, em todas as redes sociais que possuo, vou pegar em mim e fazer aquilo que os portugueses chamam: festejar à grande e à francesa. 



“Go, go, go shorty
It's your birthday
We gon' party like it's yo birthday”


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pick Up A Weirdo - My first day in London

The date is 6 of August of 2012, London is booming with excitement for the Olympics but that is not what has brought me and my brother here. I clutch to my pillow tight, I had refused to move countries and leave my bedroom behind without it. Part of me wants to scream to my brother how excited I am, how I am finally fulfilling that thing I set my mind to do when I was 11 or 12 years old and everyone just thought I was a foolish dreamer. I’m moving to London.

But another part of me is terrified. I am only 20 years old and living at home with my family is all I’ve known my entire life. It had been my life. The thing that had brought me an enormous pain but a tremendous happiness. Maybe my levels of happiness hadn’t been top of the chart on these last few months but my friends – even if scarce in numbers, were the people I held most truly at heart – they had been my safe haven in moments of need, and my family the people that gave me strength to get out of bed. How was I gonna manage without them? What the hell was I thinking?

My brother and I stand with one huge travel luggage and a hand luggage each, while my cousin – the person who went to pick me up from the airport and it will soon become one of my five house mates – recounts the newest episodes of moving houses and tells us how one of our dear mates had just fallen off what will be known in our house as possessed-by-a-ghost stairs. I listen with excitement while I forget to pay attention to my surroundings and keep bumping into people and forgetting that I should now start apologising in English instead of Portuguese.

When we get to the house, a poor Tânia climbs down the stairs with a painful look, she has not slept properly in regards of being in the hospital after falling down the ghost-possessed-stairs. A cheerful Vanessa greets me heatedly and tells me that she has baked a cake to congratulate my arrival. Later on, she discovers that I’d practised martial arts whilst in Portugal and asks me to teach her so she can beat up one of her friends. I half-heartedly promised, happy for her enthusiasm but feeling slightly nervous: I’m not used to that kind of energy.

We all climb up the stairs again to see the bedrooms and make a final decision of who gets what. The condition is: I either share a bedroom with Vanessa, and use the fourth tiny bedroom as storage or I will have to live in the tiny bedroom. The decision is not even hard: I will always choose isolation, a little piece of my own where I can run to whenever the world outsides starts becoming too loud. Besides I have already heard rumours about Vanessa’s tidiness and sleeping habits. Two years later we will sleep many nights together in her bedroom but this one is a decision I will never regret because although I have changed a lot, I still treasure that little piece of my own space.

Later in the day, when Tânia and Vanessa have fallen asleep while we were all talking in what was now Vanessa’s bedroom, Renato shows up. He is cordial and nice but does not possess the same enthusiasm the others have about me, to him I’m not the new pet in the zoo. He asks me about my pet peeves, if there is anything I absolutely go mental when someone else keeps on repeating. I can’t remember at the top of my head but my brother helps me out.

“Leaving the toilet seat up,” he says, to which I nod in agreement. Renato promises me I don’t have to worry.

By this time I should probably have mentioned that my brother went move in with me. He has come here with the sole purpose of helping me move in. “I came here to work,” he stated once, talking about the fact that he had come to London to help me carry bags, buy furniture, assemble it and paint my room.

This is a complete new chapter that I must start on my own.

He spends a week with me in London where we see the sights and do all he was supposed to, except paint my room; I will do that later with my cousin. On his last day the truth of it all starts gnawing on me like a razor blade and that is why I move the mattress that was in the bedroom next to mine into my own, by bed is already assembled but there is no way I’m gonna sleep alone tonight, I want to feel that the last piece of is still sleeping in the same room as me one last time.

The next day we wake up to take him to the airport, only to find out that the place is chaotic because the Olympics have just finished the day before and everyone is trying to get home. We, me and my cousin, end up leaving him there although he has no guarantees of getting a seat in the plane, but he will eventually get home I know. Back home I try everything to keep myself busy; I don’t want to face this reality just yet. I see Big Fish with my cousin for the very first time and when it finishes it’s time to go back to my empty room.

I’m 20 years old, in a more open and diverse country than my own but at that moment all I want is my mum to be next to me. 


domingo, 27 de julho de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sai da Tua Zona de Conforto

Algo novo que descobri: quando parece que não tenho imaginação e que sentar à frente do meu computador parece ser o maior pesadelo da minha vida tenho duas opções:
- escrever
- ou ficar a pensar sobre escrever e sentir-me culpada por não estar a fazer nada. 

Ultimamente tenho tentado a primeira opção e para minha surpresa, até consegui escrever. É claro que a primeira linha é sempre uma porcaria, mas a verdade é que eu preciso de começar por algum lado. Escreveste aquela frase que não tem pontas por onde se pegue, e depois? A imaginação veio logo a correr nas frases a seguir e acabaste por inventar um enredo que nem tinhas imaginado em primeiro lugar. Talvez aquela frase, ou aquele parágrafo, ou aquela página te vá dar muito trabalho a editar, mas a boa notícia é: como não estás de rabo sentado sem fazer nada e estás a avançar na tua história, irás ter muito mais tempo para te focares na edição.

Outra coisa que descobri depois de ter feito isso é que me sinto bem. Realmente bem. Não fico com aquele bichinho a remoer-me de culpa por não ter escrito hoje, não fico a pensar no que vou fazer da minha vida se não tiver uma forma de incorporar aquela cena naquela parte da história, e não fico a ruminar como vou avançar até chegar à parte que quero mesmo escrever. O resultado é uma pessoa muito mais bem disposta e orgulhosa de si mesma.

Só uma coisinha para vos pôr a pensar.

Agora ao que me levou mesmo aqui. A verdade é que tenho amigos fantásticos que sabem acerca da minha paixão pela escrita e dos meus planos de futuro, e que se lembram de mim cada vez que se deparam com alguns conselhos de escrita na Internet. E uma amiga, muito recentemente, enviou-me imensos. Apesar de ainda não ter tido a oportunidade de dar uma vista de olhos em todos, decidi partilhar um deles convosco.

1.Aumenta o número de palavras: se ainda não estás a escrever todos os dias, começa. Escreve seis dias por semana. Começa com 100 palavras. Quando isso já for confortável, vai até às 200 e quando deres por ti já estás a escrever como um menino crescido. A maior parte de nós não consegue escrever a um ritmo profissional. É preciso treinar. (De momento sinto-me confortável em escrever 1000 palavras por dia se não tiver interrupções de terceiros, por isso ando todos os dias a tentar puxar-me até às 1500. Por vezes resulta, por vezes não. Mas eu apenas conto as palavras que escrevo na história mesmo, não conto com as do blog, nem com as do trabalho da escola, nem com as que perco a planear e a delinear o enredo da história.)
2. Faz um blog: escrever num blog tem os seus benefícios, mas um dos maiores é que te ajuda a treinar para o teu ritmo profissional. Mata vários coelhos de uma só cajadada. O blog pode ajudar-te com a tua imagem de autor e plataforma, mas também ajuda-te a treinar para cumprires prazos e ajuda-te na tua conta diária de palavras. Um blog ajuda-te a escrever de forma mais simples, rápida e linear.
3.Lê em géneros que não lês normalmente: é possível apontar os escritores que lêem apenas no género que escrevem. Sai da tua zona de conforto e lê outro género. Irá ajudar-te envolver novos elementos para a tua ficção que irá ajudar-te a sobressair no meio da competição.
4. Entra em concursos: Concursos dão-te prazos e colocam o teu trabalho para ser submetido a criticas de colegas. (A não ser que sejas como eu e odeies competição. Odeio mesmo, e a razão pela qual odeio é porque odeio perder, mesmo depois da competição ter terminado - e até posso ter ganho - continua a sentir-me stressada com a situação. Mas o que eu faço é: compito em silêncio. Se não tiver ninguém consciente da minha competição, obrigo-me a termina-la mas sem aquela pressão. É quando funciono melhor. Mas lembra-te que competir em silêncio não te leva às críticas e crescimento como escritor do que uma em que as outras pessoas também tão conscientes.)
5.Escreve num género que não costumas escrever: saíres do teu próprio género ajuda-te a desenvolver novos músculos. Podes até descobrir que o género que inicialmente escolheste não é o melhor. (Apesar do meu género sempre se ter baseado na área juvenil e infanto-juvenil,  no inicio estava mais inclinada para a feitiçaria e tempos medievais. Resultou. Escrevi um rascunho inteiro acerca disso, mas nunca me pareceu completamente certo, e talvez tenha sido porque ainda era nova ou por outras razões, mas nunca o terminei por completo. Depois decidi ir para o tema mais geral que é o drama adolescente, e ainda para a dinâmica de irmãos, nenhum dos dois resultaram. Até ter encontrado o meu santuário que é ficção paranormal. Não significa que não vá tentar escrever noutros, significa que até agora este foi o que funcionou melhor. Porque se formos a ver, o outro rascunho que terminei também tinha os seus elementos paranormais, apenas precisava de redescobrir aquilo em que eu realmente era boa. Mas precisas de tentar outros para saberes que esse é o que é definitivamente certo.)