Writing is my passion, travelling my mistress, and translation my wife! / Escrita é a minha paixão, viajar a minha amante e tradução a minha esposa!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
50 Dicas Para Escrever Melhor - Dica Nº7
Etiquetas:
Dicas para escrever
Local:
London, UK
Revisão: Dia Três
Considerando que realmente todos fizemos a parte um e parte
dois, e não houve batotices como saltar capítulos ou passar logo para a parte
dois, aqui vai a terceira parte do conselho de Roth.
Agora que os problemas gerais estão todos resolvidos, o que
resta é
- Editar a voz
- Ter a certeza que as conversas de grupo não são confusas
- Checar se não existe outros parágrafos confusos e as
pequenas coisinhas.
E para isso temos o período de reflexão. Rever o rascunho
inteiro enquanto, se vai corrigindo estas pequenas coisas. Este processo é
muito mais benéfico se leres lentamente o rascunho, ao invés de passares só com
os olhos.
Algumas dicas:
1. 1-Força-te a ler lentamente. Cria
objectivos como “Vou só ler um capítulo por hora, e vou apenas trabalhar X horas
por dia”.
2-Se começares a ver que estás a
apressar-te ou irritada com o processo, PÁRA durante o resto do dia. Tu queres
ser cuidadoso/a, pensativo/a, e meticuloso/a. Se não conseguires fazer isso num
certo dia, coloca o rascunho de parte e faz outra coisa qualquer. Lê um livro! Trabalha noutra coisa
qualquer! Dá uma pausa ao teu cérebro e volta no dia a seguir.
3-Mantém um caderno de apontamentos
por perto. Existem partes do rascunho que te podem fazer lembrar de outras
partes que precisam de edição. Se andares para trás e para a frente nas edições
perdes a linha da história. Mais fácil será se escreveres anotações e editares
apenas quando chegares a essa parte.
4-Imprime. Edições em papel pode
ser uma boa maneira para te obrigar a ler lentamente (os meus professores aconselham)
e não passar rapidamente os olhos pelas palavras como acontece no ecrã. Também é
engraçado teres um molho de papeis e dizeres às pessoas “EU ESCREVI ISTO” (vou
tentar)
5-Lê as parte mais difíceis em
voz alta. Vai ajudar. Irás reparar em frases estranhas ou inconsistências muito
mais facilmente.
6-Decide te um bom plano de “input”. O bom de imprimires o
rascunho é que podes fazer notas logo no papel, mas eventualmente ele vais precisar
de ser modificado no actual documento word. Esta parte pode ser um bocado
aborrecida. O plano dela é deixar tempo todos os dias para fazer as mudanças,
em vez de fazer tudo de uma vez. Mas se conseguires fazer tudo num dia inteiro,
ainda melhor. O que funcionar melhor.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Revisão: Dia Dois
Ok, dia dois, este vai ser difícil
de explicar.
No primeiro dia já fizemos a
leitura e anotamos os problemas que havia em todos os capítulos, certo?
Agora temos a enorme lista de
perdição. E o que fazer com ela? Dividi-la em dois grupos: problemas globais e problemas
locais.
Problemas globais são aqueles que
as soluções devem ser aplicada no rascunho inteiro ou grandes secções do
rascunho, como a “a dinâmica destes dois personagens deve ser alterada” ou “o
personagem principal deve pensar neste assunto periodicamente na história até
um certo ponto.”
Problemas locais são os que as
soluções só precisam de ser aplicadas para cenas específicas ou grupos de cenas
especificas, como “ preciso de adicionar este desenvolvimento do enredo logo a
seguir à página (vamos dizer página 394, porque é bem mais engraçado e lembra o Harry Potter)”
Problemas locais transforma-se em
problemas globais quando, por exemplo, adicionas uma cena e tens de editar o
resto do rascunho para poderes incluir essa cena, ou quando apagas tens de
remover todas as menções dessa cena.
Depois de dividir a lista nessas
duas categorias (e esta parte geralmente envolve mais anotações de problemas
globais por que geralmente quando mudas um problema local crias um problema
global) o que Roth faz é abrir o documento e divide o manuscrito em “movimentos”
ou secções para tornar tudo mais fácil. Para cada secção escreve uma lista dos
problemas globais que precisam de ser tratados. Talvez, não seja preciso de
tratar deles em todas as cenas, mas é preciso ter noção que eles estão lá.
Depois, para cada cena ou
episódio, faz uma lista das edições locais necessárias, podes até adicionar um
comentário no próprio documento.
Depois, volta à lista e pensa
acerca de qual será a secção mais difícil, ou qual o problema mais complicado e
ataca esse primeiro. (Isso até é boa ideia, eu geralmente faço o contrário e
podem adivinhar o que acontece? Quando lá chego já não tenho paciência).
Ela afirma que não se preocupa em
editar fora de ordem, porque geralmente avança com uma secção de cada vez para
não ficar confusa. Quando acaba com cada
secção, apaga os comentários extra que listam todos os assuntos globais dessa
secção.
Tenta
criar objectivos como “ esta semana acabo a secção 1”, o que significa que
terás de fazer pelo menos uma cena todos os dias ou duas cenas por dia. Isto
garante que te mantens-te motivado/a.
Etiquetas:
Conselhos Traduzidos,
Edição
Local:
London, UK
50 Dicas Para Escrever Melhor - Dica Nº6
Dica nº6: Evite que o perfeccionismo afecte a sua produtividade.
Primeiro, ninguém é perfeito.
Primeiro, ninguém é perfeito.
Segundo, de certeza que existe
imensos posts por ai acerca deste tema, mas de momento o único que me vem à
mente é o de Veronica Roth, em que ela aconselha a cantarmos o mais alto e
horrível possível.
Passo a explicar:
Ela caracteriza-se como sendo
perfeccionista e por isso nas aulas de voz tinha, muitas vezes, dificuldade em
descontrair. O professor dela aconselhou que ela tentasse cantar a escala o
mais alto e mais horrível possível. Para se deixar ir completamente sem se
preocupar como soava.
O mesmo aplica-se na escrita.
Deixa que os teus primeiros
rascunhos sejam o mais – e agora vou utilizar a tradução literal da palavra – “merdosos”
possíveis.
Ela chega a incluir o excerto do
capítulo ”Shitty First Drafts” (Primeiros rascunhos merdosos) do livro “Bird by
Bird” de Anne Lammott.
“Perfeccionismo é a voz do
opressor, o inimigo do povo. Irá manter-te apertado e enlouquecido a vida
inteira, e é o principal obstáculo entre ti e o teu primeiro (don’t make me say
it again) rascunho. Eu acho que perfecionismo é baseado na crença obssessiva que
és capazes de ultrapassar com cuidado todos os percalços da forma correcta,
para que não tenhas de morrer. A verdade é que vais morrer na mesma e muita
gente que não está sequer a olhar para os pés vai conseguir fazer muito melhor
trabalho que tu, e divertir-se muito mais enquanto o fazem.”
Primeiro, o teu rascunho irá
sempre, sempre, sempre precisar de ser revisto e possivelmente reescrito. Não pode
ser evitado.
Segundo, o perfeccionismo
prejudica o esforço criativo, não apenas porque impede o progresso, mas porque
também restringe a criatividade.
Ou seja, o perfeccionismo faz com
que a tua arte preste ainda menos. E se tivesses feito o primeiro rascunho sem
tentar ser tão proteccionista talvez ele tivesse saído melhor. Este última
frase é dirigida pessoalmente a mim.
Quantos mais soltos e selvagens
os rascunhos forem, melhor eles são.
Tenta ver esse exercício, não
como aceitar o erro, mas como abraçar a liberdade.
Parte disto é tentar encontrar
uma forma de te perder no teu trabalho. Submergir-te nele e deixá-lo ser
desorganizado, feio e doido.
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Dicas para escrever
Local:
London, UK
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
50 Dicas Para Escrever Melhor - Dica Nº5
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Dicas para escrever
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London, UK
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
50 Dicas Para Escrever Melhor - Dica Nº4
Dica nº4: Inspire-se antes de começar a escrever
Esta é simples, certo? Quem é que nunca viu um filme e teve uma ideia alternativa para contar o mesmo tipo de história? Quem é que nunca ouviu uma música que parecesse digna de um soundtrack para uma cena romântica e não sentiu o cérebro logo a trabalhar? Quem é que nunca leu um livro e ponderou acerca de uma situação que ficaria bem na história?
Comigo começou tudo assim.
Hoje, se tiver a ter problemas com a minha imaginação, paro de escrever coloco música e penso Ok! Se isto tivesse a acontecer contigo o que é que tu farias a seguir? Ou então, tens aquela cena que vem a seguir. Porque raio aquilo haveria de acontecer? O que é que a originou?
Por vezes, ouvir música enquanto vou na rua ou estou no ginásio, faz-me instantaneamente lembrar-me de algo que poderá vir a ser útil. Pequena imagens que aparecem muito rapidamente à frente dos olhos, mas que se concentrar-me nelas, dão origem a uma cena completa.
Inspiração é a base da escrita.
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Dicas para escrever
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