quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

When inspiration strikes


"I write only when inspiration strikes. Fortunately it strikes every morning at nine o'clock sharp." 




De certeza que muitos de vocês já ouviram falar de escritores que têm sempre com eles um pequeno caderno de notas, ou algo em que escrever, mas às vezes quando esse elemento está em falta escreve-se no iPad, ou quando até mesmo isso foi esquecido já dei por mim muitas vezes a escrever uma mensagem rascunho no telemóvel, sentada num metro sem rede a sorrir que nem uma parva (a minha sorte é que ninguém em Londres presta atenção uns aos outros). A minha experiência mais recente foi ter um momento de inspiração divina quando estou quase a chegar à minha paragem e caminhar pelo meio da multidão enquanto escrevia distraidamente no iPad. 

Quando a inspiração ataca há que aproveitar ao máximo.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Ler sobre escrever

Há tempos escrevi um magnífico post acerca dos hábitos de ler e escrever (*clears throat* não é nada modesta), um simples aparte de como ler livros de ficção me ajudava a entrar no espírito da escrita. Continuo fiel ao que escrevi: ajuda. Mas sabem o que ajuda ainda mais?

Ler sobre escrever.

Sombras foi um livro que demorou bastante tempo a ser desenvolvido para chegar ao produto final. Primeiro veio a imagem que já expliquei como surgiu, descobrir de onde essa imagem vinha, descobrir qual o melhor cenário que podia dar vida à minha história e criar todas aquelas personagens com distintos backgrounds e personalidades – é verdade que baseá-los de certa forma em pessoas verídicas ajudou imenso… mas mesmo assim (ohhh… o que eu fui dizer! Para todos os meus conhecidos que lêem este blog: pessoal, boa sorte agora a descobrir o quem é quem das personagens). 

Antes de ter aquilo a que eu me sentia confortável em chamar “primeiro rascunho”, o meu livro de apontamentos estava repleto de rabiscos e rascunhos  e frases de uma linha para descrever cenas por escrever para mais tarde ser incluir na história. 

Isto tudo até ter descoberto Veronica Roth, a minha musa nos conselhos sobre escrita. Porque me refiro a ela mais uma vez? Devem-se estar todos a perguntar. A internet está cheia de conselhos de outros escritores, de melhor renome que ela, porquê esta escolha peculiar? Primeiro, tem haver com o facto de ter gostado imenso da trilogia Divergente; isso fez com que me sentisse curiosa em cuscar o blog dela à procura de novidades sumarentas. E segundo, a sua escrita no blog; é informal, é impessoal, mas é de fácil leitura. Tal como já expliquei neste post: escrever já é um processo árduo, a última coisa que eu quero é ter de decifrar as palavras de um escritor presunçoso que gosta de escrever tudo floreado quando eu estou à procura de algo técnico e directo ao assunto.

Mas foi no blog de Veronica que descobri a minha inspiração. Creio que já disse: cada vez que me sentia menos inspirada para escrever, quando estava num daqueles dias em que Stephen King me colocaria na categoria de amador  “status: à espera de inspiração”, sentava-me a ler os conselhos dela e cinco minutos depois a vontade de colocar esses conselhos em prática estava de volta.

É por isso que os meus auto-presentes de natal deste ano foram livros sobre escrita para poder melhorar o meu “não tão bom” primeiro rascunho da sequela de Sombras.

Eu não conheço a vossa opinião enquanto leitores ou escritores, mas se são daqueles que acham que a tendência para escrita é algo com que se nasce e que não se aprende, eu gostaria de ler os vossos trabalhos e poder julgar como cresceram desde que começaram. Eu posso garantir por experiência própria que o livro que terminei aos quinze (algo que nunca será visto aos olhos do público pois não desejo cometer suicídio de carreira quando ainda agora comecei) não se compara a Sombras em termos de qualidade. É óbvio que a minha própria maturidade e prática contribui para tal, mas a muito devo à auto-aprendizagem que fiz sobre o assunto. Não é à toa que existem cursos de escrita criativa, e apesar de nunca ter feito nenhum acredito que são úteis. 

Alguns escritores nascem com os deuses da escrita a sorrir-lhes, mas para os pobres infelizes que não tiveram tal sorte resta seguir o caminho mais difícil e marrar nos livros.

domingo, 30 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Festejar à grande e à francesa

Ok, ainda não existe data oficial, mas… C'mon, está quase!!!

O que é que está quase? - perguntam vocês. O meu livro! Sombras será publicado muito brevemente pela Porto Editora, nesta chancela digital, que tem como objectivo dar a conhecer novos autores da língua portuguesa (their words, not mine).

Quem me conhece, deve com certeza poder testemunhar a favor de que eu consigo, por vezes, ser  um pouco pessimista, por isso tenho tendência a nunca festejar antes do tempo. Já houve pequenas celebrações claro, como por exemplo quando recebi o e-mail da Porto Editora que continha estas exactas palavras: "Após ponderada análise do original que teve a amabilidade de nos enviar, temos o prazer de comunicar que a Comissão Editorial emitiu um parecer positivo relativamente à sua qualidade e pertinência.” Nesse momento o meu companheiro de casa não se calava – acerca de um assunto que agora não me lembro e suponho que não possua qualquer relevância – e eu comecei a enxotá-lo e a dizer “Espera!”, ao que ele me ignorou e continuou a falar e eu repliquei: “Espera, porra! Deixa-me ler!”

Quando finalmente percebi o que se estava a passar, a minha felicidade era quase impossível de se conter. Há doze anos que afirmo que um dia gostaria de ser escritora, que mostro à minha família pequenos projectos em que ando a trabalhar e os seus pensamentos devem provavelmente ser  “ah, pois, aquela ali sonha alto”. Mas não, finalmente tive o meu sonho concretizado. Aquilo para o qual eu estava preparada para trabalhar uma vida inteira. Tanto em inglês como em português, qual deles viesse primeiro.

Por isso a minha celebração foi talvez apenas uns saltinhos, mas por dentro a minha mente estava:

Mas mesmo assim existia mil e uma coisas que poderiam correr mal. Pessimista, eu sei! Mas se me preparar agora para o pior, quando o bem chegar será um alívio. Se o tal mal vier, não vou ficar feliz, mas ao menos posso pensar  “well, ao menos não andaste para aí a festejar e a dizer a todos”.

Agora sim, agora que vejo o fim cada vez mais próximo tornei-me na pessoa mais aborrecida que se pode esperar, e que não perde uma oportunidade para dizer “oh yeah, eu vou publicar um livro”.
 
Agora estou num constante estado de euforia!

E quando for mesmo lançado e fizer questão de avisar a todos, em todas as redes sociais que possuo, vou pegar em mim e fazer aquilo que os portugueses chamam: festejar à grande e à francesa. 



“Go, go, go shorty
It's your birthday
We gon' party like it's yo birthday”