quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Prova que os livros são melhores que os filmes - Academia de Vampiros

Como forma de fazer propaganda, e convencer os leitores de um género a pegar nos nossos livros, é bastante comum associa-los a outros autores do mesmo género literário. “Sombras” foi associado a aos livros de Stephenie Meyer e Becca Fitzpatrick, e apesar de apresentarem algumas influências deve-se apenas ao facto de serem dos livros que mais venderam dentro do género fantástico. Mas no que toca a influenciar “Sombras”, há uma autora que se destinge em particular: Richelle Mead e os seus livros Vampire Academy (Academia de Vampiros).

Título Original: Vampire Academy (a sério que não conheces?)
Autor: Richelle Mead (nunca ouviste falar dela?)
Editora: Edições Contraponto
Páginas: 264 (menos que o Twilight por isso não há desculpa para não ler)

Sinopse: Lissa Dragomir é uma princesa Moroi - um vampiro mortal com um laço inquebrável com a magia da Terra - e deve por isso ser protegida dos Strigoi, os vampiros mais ferozes e mais perigosos - os que nunca morrem. Rose Hathaway, a melhor amiga de Lissa, é uma Dhampir - nas suas veias corre uma poderosa mistura de sangue de ser humano e de vampiro. Rose tem como missão proteger Lissa dos Strigoi, que tentam por todos os meios tornar Lissa uma deles. Após dois anos de uma liberdade proibida, Rose e Lissa são apanhadas e arrastadas de volta à Academia São Vladimir, escondida nas profundezas da floresta de Montana. Aí, Rose deverá continuar a sua educação de Dhampi, enquanto Lissa será educada para se tornar a rainha da elite Moroi. E ambas voltam a quebrar corações na Academia. No entanto, é dentro dos portões de ferro de São Vladimir que a segurança de Lissa e Rose está mais ameaçada. Os horríveis e sanguinários rituais dos Moroi, a sua natureza oculta e o seu fascínio pela noite criam um enigmático mundo repleto de complexidades sociais. Rose e Lissa vêem-se forçadas a deslizar por este perigoso mundo, resistindo à tentação de romances proibidos e nunca baixando a guarda, ou os Strigoi farão de Lissa um deles para a eternidade...

Opinião: “Academia de Vampiros” foi um livro que me prendeu desde a primeira página -- ok, devo admitir que o facto de ser sobre criaturas sobrenaturais ajudou e tornou a minha opinião ligeiramente imparcial, mas já li livros de fantasia em que cada página era uma tortura. E, apesar da saga Twilight (Luz e Escuridão) ter sido o motivo que me levou a descobrir Academia de Vampiros, estes livros foram o que me levaram a escrever sobre eles.

O truque?

O truque em qualquer livro está nas personagens. Em criar uma rede de personagens fictícias que leva os leitores a acreditarem que estas são reais de forma a que temam os seus destinos. Bella Swan pode ser uma personagem que tudo pode fazer por amor, mas no que toca a personalidade em muito deixa a desejar. 

Rose Hathaway pelo contrário é uma personagem sarcástica, impulsiva, arrojada e, acima de tudo, não só se preocupa com o amor da sua vida como também com os seus amigos, não pondo de parte a existência de um em prol do outro.

Esta heroína não é o tipo de pessoa que se deixa ficar para trás enquanto espera que todos os outros lutem por ela, mas sim a primeira a saltar na linha da frente de uma batalha. Uma heroína, que sim tal como todas as raparigas da sua idade tem pensamentos de popularidade, rapazes e sexo, mas que não deixa que estes tópicos sejam o centro do seu mundo. E por último uma heroína que tal como tantas outras tem os seus momentos de dúvida e de medo.

Este é o tipo de personagem capaz de inspirar a muitas raparigas e a ensiná-las que sim, é possível ser-se bonita e ainda assim aprender a ser independente. 

Mas o que mais me impressionou na escrita de Richelle Mead foi a veracidade da sua mitologia. É um livro com imaginação, mas que se baseia em folclore romeno verídico, o que mostra a pesquisa de Mead no mundo sobrenatural tornando a história um pouco mais plausível do que criar criaturas industrítiveis. 

Assim que li este livro depressa desejei pela sua adaptação no cinema. E quando descobri que finalmente os meus sonhos iam ser realizados, foi uma longa espera de três anos. Três anos para finalmente ter o meu companheiro de casa a conseguir-me bilhetes para a ante-estreia do filme e poder vê-lo dois meses mais cedo do que a sua estreia em cinema (uma espécie de teste que pede aos espectadores que digam o que gostaram e o que não gostaram de forma a que os donos do cinema decidam se hão-de comprar o filme ou não). 

Duas horas depois saí da sala de cinema desapontada. 

O filme parecia uma paródia do livro. Sim, tenho de admitir que os directores tentaram recriar o lado sarcástico de Rose, mas de uma forma exagerada, colocando humor em situações onde este não devia existir. Se me ri com o filme? Às gargalhadas. Mas a seriedade da história e o mundo fantástico que Mead criou ficou um pouco a desejar.

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