terça-feira, 11 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Ghoul

GHOUL

Esta criatura é amiga dos nossos amigos djinns, criados por Iblis, o djinn que se revoltou contra Allah e que se tornou o primeiro demónio a caminhar na Terra e a colocar as pessoas à prova.

"–  Shh! Não temos tempo, estamos a perseguir um ghoul... –  disse um dos nossos contactos, um rapaz alto e esquelético.
 –  Ou melhor o
ghoul está perseguir-nos a nós –  disse o que o acompanhava.
 –  Um
ghoul? Mas eu pensava que essas criaturas só apareciam nos cemitérios –  respondi.
 –  Bem, ele começou no cemitério, mas aparentemente não gosta de ser perseguido, então agora vem atrás de nós."
 Sombras, Patricia Morais
O território habitual dos ghouls são os cemitérios, uma vez que estas criaturas gostam de consumir a carne de cadáveres e, onde é possível encontrar a maior fonte de carne em decomposição? Isso mesmo!

O ghoul também é perito na arte de metamorfose e o seu animal de escolha é muitas das vezes uma hiena

Um menino é chamado ghoul, uma menina ghoul é chamada de ghoulah. Uma menina ou menino que se encontrem com os ghilan (plural) são chamados de cadáveres se não lhe cortarem rapidamente a cabeça ou o transformarem em churrasco queimado!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Lich

LICH

O lich é a primeira criatura a aparecer em «Sombras» e ataca Lilly na floresta a caminho de casa. Já dizia a mãe do Capuchinho Vermelho, para termos muito cuidado na floresta, mas Lilly deve ter-se esquecido de prestar atenção aos contos de fada!

“– Mas que raio? – Não eram maneiras de se falar com um estranho, e ainda por cima mais velho que nós, mas eu acabara de ser atacada por um esqueleto. Um esqueleto! – Que raio era aquilo?
 – Um lich – respondeu o homem, com a mesma naturalidade a que se responde a uma pergunta de quanto é um mais um.
 – Um lich?
 Hum, senhor, não quero ser mal-educada, mas acho que precisa de ir ver um psiquiatra.
 – Sim um ser cadavérico criado por…
 – Eu sei o que é um lich. Só há um pequeno pormenor, os liches não existem.”
Sombras, Patricia Morais
Vocês ouvem ser cadavérico e imediatamente devem pensar, “pff, outro zombie”, mas não, os liches, ao contrário dos zombies são tão inteligentes quanto os humanos (isto é, se estivermos a falar de um ser humano inteligente).
É o resultado originado por um feiticeiro poderoso, quando este começa a criar feitiços e rituais para se tornar imortal (tens de escolher, imortalidade ou beleza, pelos vistos não podes ter as duas). 
Estes podem ser criados às centenas, para formarem exércitos ou serem singulares, um único feiticeiro que desejava vida eterna. A sua essência de vida é guardada no filactério que transportam consigo e a sua condição de imortal é lhes revocada quando o filactério é destruído.

As leis sobrenaturais são ruins!

sábado, 8 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Djinn

DJINN

Ora, se alguns de vocês leram e ainda se lembram da entrevista que fiz no Art Boulevard, mencionei qualquer coisa sobre o Djinn ser o meu monstro mais temido. Ah, talvez porque a minha pesquisa ainda era um pouco fresca na altura, mas fora principalmente influenciada pelas histórias que o meu amigo, da exótica ilha de Maurício, me contava. Coisas do género: “não apanhes uma garrafa vazia na praia, porque uma vez um amigo apanhou e nessa noite bateram-lhe à porta, e ele assustado não abriu e de manhã a porta estava coberta de arranhões profundos…” (última frase para ser lida de forma extremamente dramática).

Ao que parece, a avó do pobre moço era fã em assustar o menino com histórias de terror! A minha cantava-me canções sobre um macaco que tocava guitarra e perdia a cauda e um cuco que não comia couves, mas ei cada um com as suas manias!

Mas quem é esta mitológica criatura que parece assustar tanto a população islâmica?

"– Lilly? – Ouvi a voz de Brian Wright a dizer.
 – Hum?
 – O professor fez-te uma pergunta.
 Olhei para ele como se o visse pela primeira vez desde que entrara na sala.
 – Sabe-me dizer quantos tipos de djinn existem na mitologia Islâmica?
 – Quatro. Água, terra, ar e fogo. – Quando respondi à pergunta corretamente, ele ignorou-me e continuou a aula.”
Sombras, Patricia Morais
O djinn aparece no Corão como sendo uma criação de Deus, juntamente com os anjos e os humanos.
São muitas vezes apelidados como sendo demónios do folclore árabe, mas na realidade os djinn podem ser espíritos tanto maléficos como benéficos (todos nós nos lembramos do génio da garrafa do Aladino, certo?)

No livro sagrado do Islã são apenas espíritos ou forças ocultas, mas o seu folclore evoluiu para começar a atribuir desejos aos mortais que os conseguissem dominar (quem é que não aprecia um belo plot twist?).

E tal como Lilly disse, existem quatro tipos de djinn e os seus poderes dependem dos elementos a que pertencem:


  • Djinn Água – influencia as emoções das pessoas de forma negativa. Por isso, da próxima vez que tiverem um ataque de choro sem motivo, ou sentirem-se estranhamente deprimidos, é bem possível que ande um djinn por perto. Ah, e oiçam isto “em caso de suicídio a vítima morre afogada”. Não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício, eu repito não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício!
  • Djinn Terra – eu diria que este djinn é um free spirit. Já alguma vez ouviste falar daqueles hippies que parecem não conseguir manter a roupa no corpo? Bem, pelos vistos descobrimos a causa. Estes djinns influenciam as pessoas de forma a que não consigam manter-se fechadas em edifícios, estas fogem para os campos e sentem-se incomodados pelas suas próprias roupas, por isso é que só estão bem quando nus.
  • Djinn Fogo – Algo como o fogo tinha de ser devastador e esgotante. Este espírito é responsável pela inveja e pelo ódio. É o mais ativo deles todos e usa as suas vítimas para matar.
  • Djinn Ar – Aparentemente, é daqui que provém o nosso amigo o génio, porque estes são os djinns que podem ser presos em garrafas. São responsáveis pela falta de ar, por isso da próxima vez que subires um lance de escadas e deres por ti com falta de ar, não culpes a falta de exercício ou uma má cardio, culpa o djinn. As pessoas afetadas também se sentem desanimadas e com falta de energia para realizar tarefas. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Opinião Literária - Soberba Tentação

Este, tal como o primeiro, foi me oferecido pela autora para partilha de obras. 

Título Original: Soberba Tentação
Autora: Andreia Ferreira
Editora: Alfarroba
Páginas: 295

Sinopse: Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael.

Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se.
Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca.
Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela.


Opinião: Tal como mencionei na minha review da primeira obra da autora, os escritores melhoram com a prática e, este livro foi prova disso.

A princípio demorei a embrenhar-me na história, mas com o evoluir dos personagens e as pequenas pistas que vão surgindo, deixando-nos suspense sem nos deixar à toa, comecei mesmo a gostar do livro.

Quero felicitar, mais uma vez, a autora por fugir dos percursos comuns que caracterizam muitas vezes este tipo de histórias e por criar algo de original.

Na minha primeira review critiquei um pouco a relação de Cael e Carla, mas a razão para tal foi contrariada neste livro e gostei de descobrir que afinal Carla tem mais personalidade do que suponha. E a intimidade que surge entre Ricardo e Carla com o passar do tempo, só prova que quanto mais demorar este processo, mais conectados nos sentimos com a sua relação.

Gostei de conhecer as histórias dos outros personagens por outras perspectivas, deu para conhecê-los e criar uma ligação com eles, mas a mudança constante da primeira pessoa para a terceira pessoa e de forma tão repentina, por vezes deixava-me atrapalhada.

Gostei de saber que afinal há monstros que são verdadeiramente monstros!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião à Andreia através do Goodreads!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Opinião Literária - Direções

Conheci o autor, no dia 16 de junho quando ambos participamos no Momento Coolbooks, e acabei por ter a oportunidade de lhe pedir um autógrafo e comentar um pouco sobre as nossas viagens enquanto backpackers.

Título Original: Direções
Autor: Tiago Rendeiro de Matos
Editora: Coolbooks (a mesma que a minha, yey!)
Páginas: 154 (leitura fácil)

Sinopse: Com o 'gene do viajante' bem presente desde que se lembra, Tiago Rendeiro de Matos sempre sentiu a atração pela aventura de descobrir mundos desconhecidos.

Ao longo deste extraordinário relato, acompanhamos o autor numa viagem simultaneamente interior e exterior, que o leva a conhecer paisagens deslumbrantes, tradições inspiradoras e a experienciar peripécias resultantes do inevitável choque de culturas. Mas nesta jornada, são sobretudo as pessoas, simples e gentis, que lhe ensinam a maior lição e que o levam a questionar uma forma de encarar o mundo tantas vezes sentida como a única via certa.

«O meu maior desejo é que, no final, este livro sirva tanto para saciar a curiosidade das mentes mais inquietas, como para estimular a vontade de sair à descoberta deste nosso mundo, cheio de locais mágicos e únicos como os que se encontram nestas páginas, em busca de direções...»


Opinião: Como escritora, viajante e mochileira, como é óbvio não podia deixar que este livro me passasse ao lado. Ele foi lançado um mês antes de eu pegar na minha mochila e aventurar-me pela América do Sul sem rumo e direção, mas já só o descobri depois de ter regressado.

E ainda bem!

Para quem não viaja muito, os leitores irão deliciar-se com as descrições destas paisagens e o conhecimento que esta descoberta do mundo traz. Para os que viajam, talvez o sentimento a lê-lo seja outro. Um sentimento de reconhecimento, de "ah, eu senti-me exatamente igual ao que descreves".

Para mim este livro acabou por ser a descoberta de que afinal não era a única backpacker a ter as mesmas sensações ao decorrer das viagens, e este livro é prova disso. 

Para além disso, pode também servir-me como referência quando voltar à Ásia para visitar o sudoeste asiático, uma vez que só ainda conheço a Tailândia, e sou grande fã de todos os países aqui descritos!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião ao Tiago através do Goodreads!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Momento Coolbooks na Feira do Livro

Este ano, pela primeira vez, tive a oportunidade de trabalhar na Feira do Livro de Lisboa. Para uma escritora, para além de escrever, só mesmo estando rodeada de livros e de pessoas que adoram livros é que eu podia ser feliz.

E foi assim que me senti nas duas semanas de feira.

No primeiro Momento Coolbooks, dia 9 de junho, acabei por assistir de longe visto do meu pavilhão. Este momento contou com a presença de António Bizarro, Catarina Janeiro, Célia Godinho Lourenço, Fernando P. Fernandes, Humberto Duarte e Isabel Tallysha-Soares.

Acabei por conhecer finalmente o Vítor e o Nuno, com quem apenas tinha tido o prazer de conversar por email durante todo o processo de edição dos meus livros, «Sombras» e «Chamas», assim como algumas conversas sobre As Crónicas de Shaolin, um projeto ainda em progresso. E até mesmo a partilhar uns dedos de conversa sobre artes marciais.


Felizmente, no dia 16 de junho estava de folga para participar no seguinte Momento Coolbooks. E os magníficos sete foram: Ana Gil Campos, Ana Nunes, Olinda P. Gil, eu mesma, Rita Inzaghi, Tiago Rendeiro de Matos e Tomás Borges de Castro. 

O tema escolhido para criar uma vibe cool e gerir uma conversa entre os autores e possivelmente ouvintes do momento foi "Entre a realidade e a ficção".

Foi bastante interessante ouvir todos os escritores a contar de que forma as suas vidas pessoais acabaram por influenciar os seus livros. 

E porque me sentia tão nervosa, e tinha medo de bloquear sem saber o que dizer escrevi uma pequena cheat sheet com os meus pontos de partida para a conversa que posso agora transcrever aqui.


  • Comecei a escrever «Sombras» quando estava a recuperar de uma pequena depressão causada por insónias e lembro-me de pensar "o que seria pior que isto?" E foi assim que Lilly surgiu, e algo de verdadeiramente terrível lhe acontece.
  • «Sombras» funcionou como uma espécie de terapia onde eu avaliava os sentimentos que me assolavam e os transpunha em monstros e demónios e os receios que a minha personagem sentia.
  • Para quem conhece, sabe que Lilly é uma rapariga que deseja ser impulsiva, mas está sempre preocupada com o que irão pensar. Ela ajudou-me a sair da minha concha e, ao invés da minha vida pessoal ditar o que acontecia nos meus livros, os meus livros deram-me a coragem para colocar a minha ficção na minha vida real.
No final, os autores partilharam de um pequeno copo de vinho, à medida que nos fomos conhecendo e descobrindo as aventuras que as nossas vidas trazem e temas de conversa como lidamos com bloqueios de escrita e outras realidades da vida de escritor. Quase todos ficámos surpresos ao descobrir que os processos eram os mesmos. Sentimo-nos tão sozinhos na nossa mente fértil que só mesmo quando saímos e descobrimos pessoas como nós é que nos apercebemos que não estamos assim tão sós!

Para quem tem curiosidade pode visitar a minha página de facebook e ver alguns dos vídeos e das fotografias do momento.