terça-feira, 4 de julho de 2017

Momento Coolbooks na Feira do Livro

Este ano, pela primeira vez, tive a oportunidade de trabalhar na Feira do Livro de Lisboa. Para uma escritora, para além de escrever, só mesmo estando rodeada de livros e de pessoas que adoram livros é que eu podia ser feliz.

E foi assim que me senti nas duas semanas de feira.

No primeiro Momento Coolbooks, dia 9 de junho, acabei por assistir de longe visto do meu pavilhão. Este momento contou com a presença de António Bizarro, Catarina Janeiro, Célia Godinho Lourenço, Fernando P. Fernandes, Humberto Duarte e Isabel Tallysha-Soares.

Acabei por conhecer finalmente o Vítor e o Nuno, com quem apenas tinha tido o prazer de conversar por email durante todo o processo de edição dos meus livros, «Sombras» e «Chamas», assim como algumas conversas sobre As Crónicas de Shaolin, um projeto ainda em progresso. E até mesmo a partilhar uns dedos de conversa sobre artes marciais.


Felizmente, no dia 16 de junho estava de folga para participar no seguinte Momento Coolbooks. E os magníficos sete foram: Ana Gil Campos, Ana Nunes, Olinda P. Gil, eu mesma, Rita Inzaghi, Tiago Rendeiro de Matos e Tomás Borges de Castro. 

O tema escolhido para criar uma vibe cool e gerir uma conversa entre os autores e possivelmente ouvintes do momento foi "Entre a realidade e a ficção".

Foi bastante interessante ouvir todos os escritores a contar de que forma as suas vidas pessoais acabaram por influenciar os seus livros. 

E porque me sentia tão nervosa, e tinha medo de bloquear sem saber o que dizer escrevi uma pequena cheat sheet com os meus pontos de partida para a conversa que posso agora transcrever aqui.


  • Comecei a escrever «Sombras» quando estava a recuperar de uma pequena depressão causada por insónias e lembro-me de pensar "o que seria pior que isto?" E foi assim que Lilly surgiu, e algo de verdadeiramente terrível lhe acontece.
  • «Sombras» funcionou como uma espécie de terapia onde eu avaliava os sentimentos que me assolavam e os transpunha em monstros e demónios e os receios que a minha personagem sentia.
  • Para quem conhece, sabe que Lilly é uma rapariga que deseja ser impulsiva, mas está sempre preocupada com o que irão pensar. Ela ajudou-me a sair da minha concha e, ao invés da minha vida pessoal ditar o que acontecia nos meus livros, os meus livros deram-me a coragem para colocar a minha ficção na minha vida real.
No final, os autores partilharam de um pequeno copo de vinho, à medida que nos fomos conhecendo e descobrindo as aventuras que as nossas vidas trazem e temas de conversa como lidamos com bloqueios de escrita e outras realidades da vida de escritor. Quase todos ficámos surpresos ao descobrir que os processos eram os mesmos. Sentimo-nos tão sozinhos na nossa mente fértil que só mesmo quando saímos e descobrimos pessoas como nós é que nos apercebemos que não estamos assim tão sós!

Para quem tem curiosidade pode visitar a minha página de facebook e ver alguns dos vídeos e das fotografias do momento.


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