segunda-feira, 24 de julho de 2017

Opinião Literária - As Nuvens de Hamburgo

Título Original: As Nuvens de Hamburgo (diz no título)
Autor: Pedro Cipriano (editor da Editorial Divergência)
Editora: Flybooks
Páginas: 97 (lê-se numa horinha)

Sinopse: "Marta é uma jovem que consegue ver o passado.
Assim que chega a Hamburgo, como estudante de Erasmus, vê-se transportada para a época Nazi, onde testemunha as brutalidades do Holocausto.
Nas suas viagens, Marta é atraída para um jovem soldado, encontrando-o nos recantos mais sombrios da história da cidade. A frequência dos encontros leva-a a procurar no presente a sua identidade.
O que é que os une? Apercebendo-se que consegue interagir com o passado, Marta procura descobrir qual o propósito deste dom. Mas será ela um mero peão num jogo que não consegue controlar ou será capaz de alterar o passado?
Um romance apaixonante, passado sob o manto da Segunda Guerra Mundial, que não irá deixar ninguém indiferente."

Opinião: O facto de conhecer o autor pessoalmente, levou-me à curiosidade de ler a sinopse do seu livro assim que o publicou, mas foi mesmo a premissa cativante que me levou a adquirir esta história brilhante.

Em muitos livros é, por vezes, usual ter um início demorado que nos leva a integrar na história. Tal não acontece com «As Nuvens de Hamburgo». Somos imediatamente transportados para uma nova cidade e duas épocas que parecem ocorrer em simultâneo.

Este livro é um livro que atrai desde as primeiras páginas até à sua última, sem deixar perguntas no ar, mas ainda assim inquirir: "É só isto? Será que não vem mais?"

Gostei bastante da forma directa e eficaz com que Pedro Cipriano escreve, o seu discurso simples e narrativa rápida faz com que nos mantenhamos agarrados durante toda a leitura e a estrutura pequena da obra torna as pausas inexistentes.

Adorei também o tema. A Segunda Guerra Mundial é um tema que aprecio em particular e sobre o qual leio bastante. Também já visitei a cidade de Hamburgo, por isso a combinação destes dois factores foram com certeza dois pontos que me atraíram mais à história!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião ao Pedro através do Goodreads!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Ghoul

GHOUL

Esta criatura é amiga dos nossos amigos djinns, criados por Iblis, o djinn que se revoltou contra Allah e que se tornou o primeiro demónio a caminhar na Terra e a colocar as pessoas à prova.

"–  Shh! Não temos tempo, estamos a perseguir um ghoul... –  disse um dos nossos contactos, um rapaz alto e esquelético.
 –  Ou melhor o
ghoul está perseguir-nos a nós –  disse o que o acompanhava.
 –  Um
ghoul? Mas eu pensava que essas criaturas só apareciam nos cemitérios –  respondi.
 –  Bem, ele começou no cemitério, mas aparentemente não gosta de ser perseguido, então agora vem atrás de nós."
 Sombras, Patricia Morais
O território habitual dos ghouls são os cemitérios, uma vez que estas criaturas gostam de consumir a carne de cadáveres e, onde é possível encontrar a maior fonte de carne em decomposição? Isso mesmo!

O ghoul também é perito na arte de metamorfose e o seu animal de escolha é muitas das vezes uma hiena

Um menino é chamado ghoul, uma menina ghoul é chamada de ghoulah. Uma menina ou menino que se encontrem com os ghilan (plural) são chamados de cadáveres se não lhe cortarem rapidamente a cabeça ou o transformarem em churrasco queimado!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Lich

LICH

O lich é a primeira criatura a aparecer em «Sombras» e ataca Lilly na floresta a caminho de casa. Já dizia a mãe do Capuchinho Vermelho, para termos muito cuidado na floresta, mas Lilly deve ter-se esquecido de prestar atenção aos contos de fada!

“– Mas que raio? – Não eram maneiras de se falar com um estranho, e ainda por cima mais velho que nós, mas eu acabara de ser atacada por um esqueleto. Um esqueleto! – Que raio era aquilo?
 – Um lich – respondeu o homem, com a mesma naturalidade a que se responde a uma pergunta de quanto é um mais um.
 – Um lich?
 Hum, senhor, não quero ser mal-educada, mas acho que precisa de ir ver um psiquiatra.
 – Sim um ser cadavérico criado por…
 – Eu sei o que é um lich. Só há um pequeno pormenor, os liches não existem.”
Sombras, Patricia Morais
Vocês ouvem ser cadavérico e imediatamente devem pensar, “pff, outro zombie”, mas não, os liches, ao contrário dos zombies são tão inteligentes quanto os humanos (isto é, se estivermos a falar de um ser humano inteligente).
É o resultado originado por um feiticeiro poderoso, quando este começa a criar feitiços e rituais para se tornar imortal (tens de escolher, imortalidade ou beleza, pelos vistos não podes ter as duas). 
Estes podem ser criados às centenas, para formarem exércitos ou serem singulares, um único feiticeiro que desejava vida eterna. A sua essência de vida é guardada no filactério que transportam consigo e a sua condição de imortal é lhes revocada quando o filactério é destruído.

As leis sobrenaturais são ruins!

sábado, 8 de julho de 2017

Criaturas Sobrenaturais de Sombras - Djinn

DJINN

Ora, se alguns de vocês leram e ainda se lembram da entrevista que fiz no Art Boulevard, mencionei qualquer coisa sobre o Djinn ser o meu monstro mais temido. Ah, talvez porque a minha pesquisa ainda era um pouco fresca na altura, mas fora principalmente influenciada pelas histórias que o meu amigo, da exótica ilha de Maurício, me contava. Coisas do género: “não apanhes uma garrafa vazia na praia, porque uma vez um amigo apanhou e nessa noite bateram-lhe à porta, e ele assustado não abriu e de manhã a porta estava coberta de arranhões profundos…” (última frase para ser lida de forma extremamente dramática).

Ao que parece, a avó do pobre moço era fã em assustar o menino com histórias de terror! A minha cantava-me canções sobre um macaco que tocava guitarra e perdia a cauda e um cuco que não comia couves, mas ei cada um com as suas manias!

Mas quem é esta mitológica criatura que parece assustar tanto a população islâmica?

"– Lilly? – Ouvi a voz de Brian Wright a dizer.
 – Hum?
 – O professor fez-te uma pergunta.
 Olhei para ele como se o visse pela primeira vez desde que entrara na sala.
 – Sabe-me dizer quantos tipos de djinn existem na mitologia Islâmica?
 – Quatro. Água, terra, ar e fogo. – Quando respondi à pergunta corretamente, ele ignorou-me e continuou a aula.”
Sombras, Patricia Morais
O djinn aparece no Corão como sendo uma criação de Deus, juntamente com os anjos e os humanos.
São muitas vezes apelidados como sendo demónios do folclore árabe, mas na realidade os djinn podem ser espíritos tanto maléficos como benéficos (todos nós nos lembramos do génio da garrafa do Aladino, certo?)

No livro sagrado do Islã são apenas espíritos ou forças ocultas, mas o seu folclore evoluiu para começar a atribuir desejos aos mortais que os conseguissem dominar (quem é que não aprecia um belo plot twist?).

E tal como Lilly disse, existem quatro tipos de djinn e os seus poderes dependem dos elementos a que pertencem:


  • Djinn Água – influencia as emoções das pessoas de forma negativa. Por isso, da próxima vez que tiverem um ataque de choro sem motivo, ou sentirem-se estranhamente deprimidos, é bem possível que ande um djinn por perto. Ah, e oiçam isto “em caso de suicídio a vítima morre afogada”. Não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício, eu repito não apanhem uma garrafa vazia na ilha de Maurício!
  • Djinn Terra – eu diria que este djinn é um free spirit. Já alguma vez ouviste falar daqueles hippies que parecem não conseguir manter a roupa no corpo? Bem, pelos vistos descobrimos a causa. Estes djinns influenciam as pessoas de forma a que não consigam manter-se fechadas em edifícios, estas fogem para os campos e sentem-se incomodados pelas suas próprias roupas, por isso é que só estão bem quando nus.
  • Djinn Fogo – Algo como o fogo tinha de ser devastador e esgotante. Este espírito é responsável pela inveja e pelo ódio. É o mais ativo deles todos e usa as suas vítimas para matar.
  • Djinn Ar – Aparentemente, é daqui que provém o nosso amigo o génio, porque estes são os djinns que podem ser presos em garrafas. São responsáveis pela falta de ar, por isso da próxima vez que subires um lance de escadas e deres por ti com falta de ar, não culpes a falta de exercício ou uma má cardio, culpa o djinn. As pessoas afetadas também se sentem desanimadas e com falta de energia para realizar tarefas. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Opinião Literária - Soberba Tentação

Este, tal como o primeiro, foi me oferecido pela autora para partilha de obras. 

Título Original: Soberba Tentação
Autora: Andreia Ferreira
Editora: Alfarroba
Páginas: 295

Sinopse: Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael.

Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se.
Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca.
Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela.


Opinião: Tal como mencionei na minha review da primeira obra da autora, os escritores melhoram com a prática e, este livro foi prova disso.

A princípio demorei a embrenhar-me na história, mas com o evoluir dos personagens e as pequenas pistas que vão surgindo, deixando-nos suspense sem nos deixar à toa, comecei mesmo a gostar do livro.

Quero felicitar, mais uma vez, a autora por fugir dos percursos comuns que caracterizam muitas vezes este tipo de histórias e por criar algo de original.

Na minha primeira review critiquei um pouco a relação de Cael e Carla, mas a razão para tal foi contrariada neste livro e gostei de descobrir que afinal Carla tem mais personalidade do que suponha. E a intimidade que surge entre Ricardo e Carla com o passar do tempo, só prova que quanto mais demorar este processo, mais conectados nos sentimos com a sua relação.

Gostei de conhecer as histórias dos outros personagens por outras perspectivas, deu para conhecê-los e criar uma ligação com eles, mas a mudança constante da primeira pessoa para a terceira pessoa e de forma tão repentina, por vezes deixava-me atrapalhada.

Gostei de saber que afinal há monstros que são verdadeiramente monstros!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião à Andreia através do Goodreads!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Opinião Literária - Direções

Conheci o autor, no dia 16 de junho quando ambos participamos no Momento Coolbooks, e acabei por ter a oportunidade de lhe pedir um autógrafo e comentar um pouco sobre as nossas viagens enquanto backpackers.

Título Original: Direções
Autor: Tiago Rendeiro de Matos
Editora: Coolbooks (a mesma que a minha, yey!)
Páginas: 154 (leitura fácil)

Sinopse: Com o 'gene do viajante' bem presente desde que se lembra, Tiago Rendeiro de Matos sempre sentiu a atração pela aventura de descobrir mundos desconhecidos.

Ao longo deste extraordinário relato, acompanhamos o autor numa viagem simultaneamente interior e exterior, que o leva a conhecer paisagens deslumbrantes, tradições inspiradoras e a experienciar peripécias resultantes do inevitável choque de culturas. Mas nesta jornada, são sobretudo as pessoas, simples e gentis, que lhe ensinam a maior lição e que o levam a questionar uma forma de encarar o mundo tantas vezes sentida como a única via certa.

«O meu maior desejo é que, no final, este livro sirva tanto para saciar a curiosidade das mentes mais inquietas, como para estimular a vontade de sair à descoberta deste nosso mundo, cheio de locais mágicos e únicos como os que se encontram nestas páginas, em busca de direções...»


Opinião: Como escritora, viajante e mochileira, como é óbvio não podia deixar que este livro me passasse ao lado. Ele foi lançado um mês antes de eu pegar na minha mochila e aventurar-me pela América do Sul sem rumo e direção, mas já só o descobri depois de ter regressado.

E ainda bem!

Para quem não viaja muito, os leitores irão deliciar-se com as descrições destas paisagens e o conhecimento que esta descoberta do mundo traz. Para os que viajam, talvez o sentimento a lê-lo seja outro. Um sentimento de reconhecimento, de "ah, eu senti-me exatamente igual ao que descreves".

Para mim este livro acabou por ser a descoberta de que afinal não era a única backpacker a ter as mesmas sensações ao decorrer das viagens, e este livro é prova disso. 

Para além disso, pode também servir-me como referência quando voltar à Ásia para visitar o sudoeste asiático, uma vez que só ainda conheço a Tailândia, e sou grande fã de todos os países aqui descritos!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião ao Tiago através do Goodreads!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Momento Coolbooks na Feira do Livro

Este ano, pela primeira vez, tive a oportunidade de trabalhar na Feira do Livro de Lisboa. Para uma escritora, para além de escrever, só mesmo estando rodeada de livros e de pessoas que adoram livros é que eu podia ser feliz.

E foi assim que me senti nas duas semanas de feira.

No primeiro Momento Coolbooks, dia 9 de junho, acabei por assistir de longe visto do meu pavilhão. Este momento contou com a presença de António Bizarro, Catarina Janeiro, Célia Godinho Lourenço, Fernando P. Fernandes, Humberto Duarte e Isabel Tallysha-Soares.

Acabei por conhecer finalmente o Vítor e o Nuno, com quem apenas tinha tido o prazer de conversar por email durante todo o processo de edição dos meus livros, «Sombras» e «Chamas», assim como algumas conversas sobre As Crónicas de Shaolin, um projeto ainda em progresso. E até mesmo a partilhar uns dedos de conversa sobre artes marciais.


Felizmente, no dia 16 de junho estava de folga para participar no seguinte Momento Coolbooks. E os magníficos sete foram: Ana Gil Campos, Ana Nunes, Olinda P. Gil, eu mesma, Rita Inzaghi, Tiago Rendeiro de Matos e Tomás Borges de Castro. 

O tema escolhido para criar uma vibe cool e gerir uma conversa entre os autores e possivelmente ouvintes do momento foi "Entre a realidade e a ficção".

Foi bastante interessante ouvir todos os escritores a contar de que forma as suas vidas pessoais acabaram por influenciar os seus livros. 

E porque me sentia tão nervosa, e tinha medo de bloquear sem saber o que dizer escrevi uma pequena cheat sheet com os meus pontos de partida para a conversa que posso agora transcrever aqui.


  • Comecei a escrever «Sombras» quando estava a recuperar de uma pequena depressão causada por insónias e lembro-me de pensar "o que seria pior que isto?" E foi assim que Lilly surgiu, e algo de verdadeiramente terrível lhe acontece.
  • «Sombras» funcionou como uma espécie de terapia onde eu avaliava os sentimentos que me assolavam e os transpunha em monstros e demónios e os receios que a minha personagem sentia.
  • Para quem conhece, sabe que Lilly é uma rapariga que deseja ser impulsiva, mas está sempre preocupada com o que irão pensar. Ela ajudou-me a sair da minha concha e, ao invés da minha vida pessoal ditar o que acontecia nos meus livros, os meus livros deram-me a coragem para colocar a minha ficção na minha vida real.
No final, os autores partilharam de um pequeno copo de vinho, à medida que nos fomos conhecendo e descobrindo as aventuras que as nossas vidas trazem e temas de conversa como lidamos com bloqueios de escrita e outras realidades da vida de escritor. Quase todos ficámos surpresos ao descobrir que os processos eram os mesmos. Sentimo-nos tão sozinhos na nossa mente fértil que só mesmo quando saímos e descobrimos pessoas como nós é que nos apercebemos que não estamos assim tão sós!

Para quem tem curiosidade pode visitar a minha página de facebook e ver alguns dos vídeos e das fotografias do momento.


domingo, 7 de maio de 2017

Opinião Literária - Os Monstros que Nos Habitam

No fim de semana passado foi o lançamento da antologia «Os Monstros que Nos Habitam», para quem ainda não adquiriu não percam a oportunidade de ficar a conhecer o muito bom trabalho dos nossos escritores portugueses.

Já agora, ficam com a minha opinião dos contos dos outros autores:

A maldição de Odette Laurie, Nuno Ferreira 

Tive o prazer de conhecer o Nuno no dia do lançamento da antologia, e ele mencionou a sua paixão pela escrita medieval, pelo que o tema neste conto não me surpreende. Quando estava em processo de escrita de "Chamas" fiz uma pesquisa intensiva sobre bruxas, a sua caça e o tema de Salem, por isso deixe-me que diga, é um conto interessante para quem gosta deste género. Às vezes deixa-se arrastar um pouco, mas tem um final que compensa.

Vento Parado, Ângelo Teodoro

Adoro escritores que incluem personagens escritoras nas suas histórias. Posso estar errada, mas reparo em algumas influências de Stephen King neste conto e adorei. Consegue manter o suspense de forma hábil, incentivando sempre a continuação da leitura. 

A Essência do Mal, Alexandra Torres

Um dos contos com maior suspense nesta antologia. Gosto do seu tema, da introspeção à personalidade humana, do clássico descrito e também do seu fim.

O Canto da Sereia, Soraia Matos

Este foi o único conto desta antologia toda que me custou mais a ler. Achei demasiado detalhada, pelo que perdi um pouco o foco da história. No entanto, gosto do tema, gosto das explicações mitológicas e gosto da ação final.

Páginas Assassinas, Carina Rosa

De todos os pequenos contos que já li de Carina Rosa, este foi sem dúvida o que mais apreciei. Mais uma vez, gosto de escritores que escrevem sobre escrita, e ainda mais quando escrevem sobre como esta pode levá-los à loucura. Neste caso, um tipo de loucura justificada!

Génesis, Patricia Morais

Deixo a opinião ao vosso encargo, não se esqueçam de adicioná-la no Goodreads. Em minha defesa, queria escrever algo completamente fora do tema de "Sombras" e "Chamas" e arriscar-me um pouco. Usei também um pouco das minhas influências políticas uma vez que queria retratar uma sociedade patriarca que levasse a personagem principal a rebelar-se. Espero que gostem!

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião a todos os autores através do Goodreads!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Lançamento de «Os Monstros que Nos Habitam»

A antologia «Os Monstros que Nos Habitam» já tem data de lançamento:

No dia 29 de abril, sábado, podes juntar-te à Editorial Divergência na Biblioteca de São Lázaro e partilhar connosco este evento.

                       

                Sábado, 29 abril, às 17h30 // Biblioteca São Lázaro, Arroios (Lisboa)
         Domingo, 30 abril, às 16h00 // Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha (Santarém)

Os lançamentos contarão com a presença de alguns dos escritores da obra e será uma oportunidade para adquirir a antologia, assim como outros livros publicados pela Editorial Divergência.

Entretanto, o livro já esta em pré-venda no site e com desconto até 28 de abril. Não percas!
     


sábado, 1 de abril de 2017

Os Monstros que nos Habitam

Há cerca de um ano atrás fui convidada pela Editorial Divergência a escrever um pequeno conto sobrenatural que seria publicado numa antologia, juntamente com outros cinco autores portugueses.

                          

Devo admitir que elaborar uma história assim do nada, a pedido, foi um novo desafio que enfrentei como escritora. Eu adoro escrever, disso não há dúvidas, mas uma das razões pela qual nunca gostei muito das composições de Língua Portuguesa é porque nunca apreciei escrever sob solicitação... Mas depois de algum brainstorming e com  a ajuda de uma pequena ideia que já andava a fermentar, a história de Fiona e do Dr. Darwin surgiu-me e assim nasceu Génesis.


Esta foi a prova de algo que muitos escritores talentosos não se cansam de nos dizer, escrever não é apenas para os momentos de inspiração, às vezes temos de nos sentar e enterrarmos-nos no trabalho mesmo quando não nos apetece. Imagina: tens um trabalho das 9h às 17h, o teu patrão pede-te que realizes um projeto e só porque não estás para aí virada(o) nesse dia, não fazes nada. Seria bom, mas não é assim que funciona. Com a escrita também não devia ser.

É óbvio que é difícil criar mundos e personagens provindo da nossa imaginação a toda a hora, é um trabalho cansativo, mas existe algo mais que te dê assim tanto prazer? Resposta: não

A antologia "OS MONSTROS QUE NOS HABITAM" será lançada no final do mês de abril, mas já podes adicioná-la à tua lista do Goodreads e deliciar-te com esta capa fantástica...

SINOPSE:
NO AR PAIRA ALGO MALIGNO…
Os mortos erguem-se das campas, os espíritos rondam a calçada, os demónios caçam almas para torturar e os cientistas tentam encontrar a fórmula para ressuscitar os mortos.
Os Monstros Que Nos Habitam é a mais recente antologia da Editorial Divergência, focada no paranormal. Nela estão incluídos seis contos de seis autores portugueses, e tem o lançamento previsto para o final de Abril de 2017.
Na Essência do Mal, de Alexandra Torres, após escapar das garras do marido, Clara encontra refúgio num casarão. Contudo, por detrás da aparência débil, Amadeu guarda um segredo do qual se quer ver livre. E Clara parece ser a pessoa idónea para o conseguir.
Em Vento Parado, de Ângelo Teodoro, César compra uma casa longe de tudo para escrever o seu novo romance. Mas um homem insiste que aquela casa lhe pertence e que César tem três dias para sair de lá. E o tempo já começou a contar: 3…
Páginas Assassinas, de Carina Rosa, descreve uma série de mortes que estão a acontecer numa faculdade enquanto Liliana e Sandra tentam descobrir quem é o autor dos homicídios.
A Maldição de Odette Laurie, de Nuno Ferreira, conta como Odette foi expulsa da sua aldeia após ter sido acusada de bruxaria. Anos mais tarde regressa para concluir a sua maldição.
No Canto da Sereia, de Soraia Matos, Amanda parte em busca de respostas em relação ao seu passado e aos seus pais, tentando fugir daqueles que a querem ver presa.
Em Génesis, de Patrícia Morais, Fiona descobre que o Doutor Darwin está a fazer experiência ilegais com humanos e só ela o poderá deter a tempo de evitar o caos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

To the one I love

An image is worth a thousand words, but sometimes images need a little more explanation:



Right now, while writing this letter, it feels like someone is reaching for my heart and squeezing it hard. I keep hoping to hear a knock on  my door that will tell me everything is going to be alright.

But it's not. Not this time...

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Opinião Literária - Soberba Escuridão

Este livro foi me oferecido pela própria autora quando propusemos fazer uma troca de livros, para podermos ficar a conhecer o trabalho uma escritora de ficção sobrenatural para outra escritora de ficção sobrenatural.



Título Original: Soberba Escuridão 

Autora: Andreia Ferreira
Editora: Alfarroba 
Páginas: 253


Sinopse"Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada.
A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender. 
Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno."

Opinião: Como qualquer livro, devo começar por afirmar que este tem os seus altos e baixos (e visto que é a estreia da autora, deveríamos congratulá-la). 

Tem uma escrita fluída e não aparenta grandes floreados de leitura complicada que muitas vezes dominam os escritores portugueses. É verdade que temos uma língua bela, mas num país que pouco lê, deveríamos focar-nos em apresentar histórias interessantes e incentivar a leitura dos nossos jovens, ao invés de os obrigar a tirar um curso superior para poder ler só o primeiro capítulo.

Eu, apesar de grande fã dos temas dos vampiros e lobisomens como podem constar em “Sombras”, quero também louvar a escritora pela sua originalidade e por ter apresentado um livro dentro do género sobrenatural que se esquiva um pouco a este tema tanto usado. E, quem me conhecer sabe que sou amante da mitologia a nível mundial, por isso quando li o pequeno excerto sobre a mitologia egípcia, delirei!

No entanto, qualquer escritor tem os seus momentos baixos nas suas primeiras tentativas. Só eu sei o quanto gostaria de voltar atrás e rever os pontos menos agradáveis de “Sombras” para torná-lo no livro perfeito, apesar de estar contente com o seu produto final. Devo dizer que houve demasiada infodump no começo do livro, pequenos detalhes que talvez podiam ter sido incluídos aqui e ali, ao longo da história. E tanto quanto assim, o oposto também é verdade. A autora tentou ocultar demasiada informação acerca dos acontecimentos estranhos que ocorriam, de forma a poder apresentar tudo no final, mas na minha opinião isto só levou a que a personagem principal, Carla, agisse de uma maneira que eu acho deveras inapropriada (como estar tão completamente e loucamente apaixonada que nem exige sequer saber informação sobre o namorado), e levou-me a ficar um bocadinho frustrada com o desenvolvimento. Toda a gente gosta de mistério, mas ninguém gosta de andar às aranhas. Mas, se o objetivo era que continuássemos agarrados ao livro para tentarmos descobrir mais, resultou. Estes tipos de estratégias têm de ser feitos com cuidado porque também podem ter o efeito de fazer um leitor abandonar um livro ou perder o interesse pela série, mas comigo funcionou (eu é que também sempre fui muito impaciente).

A relação de Carla e Caael pareceu-me avançar de forma demasiado rápida, e não deu oportunidade para o suspense e o build-up, que leva os leitores a apaixonar-se ao mesmo tempo que o casal. E, honestamente, gostei muito das personagens femininas deste livro, têm as sua diferenças, o que as torna reais com os seus defeitos e qualidades, mas a mim parece-me que assim que se coloca testosterona no meio, elas perdem imediatamente vários pontos de QI. Apesar de ser verdade, na vida real, para algumas pessoas, estas alterações levam tempo. Ninguém é uma rapariga normal no seu dia-a-dia, e no dia seguinte, porque arranja namorado, deixa de falar às amigas. Estes comportamentos alteram-se aos poucos.

E por último, gostaria de abordar o recorrente tópico de violação e a cena de sexo. Mais uma vez, parabéns à autora por se ousar tanto. Contudo, pareceu-me não combinar com o restante estilo da história. Esta é uma história que eu incluiria numa audiência mais jovem – e não quero ser pudica e acreditar que os jovens de hoje não vão saber o que sexo é, ou que não deveriam ser alertados para os problemas de estupro, porém houve detalhes que não me pareceram ir em concordância com o restante estilo de escrita e não necessitavam de ser tão pormenorizados (mas é um tema grave e recorrente e não devia ser ignorado na nossa sociedade, por isso até mesmo os mais novos deviam ser alertados).

Por final, quero agradecer à autora a oportunidade em dar-me a conhecer o seu livro. Felicitá-la mais uma vez pelo seu livro de estreia e por batalhar num público e género onde os autores portugueses não têm tanta estima quantos os estrangeiros. Fiquei curiosa para ler o segundo volume, e espero que continue o bom trabalho.

Se lerem, não se esqueçam de dar a vossa opinião à Andreia através do Goodreads!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Broken pieces of thought

I don't know what to say... or better yet, I should say I don't know what to do.

My mind seems like an overcrowded place. I want the thoughts to stop but they just keep weighing on me. Try, try, try, a constant hammer in my head. My forehead constantly hurts and sometimes I have to yell "STOP!" I clench my teeth and I clasp the roots of my hair, fighting back the tears that make its descent onto my cheeks.

Do I want to make them stop? Have I accepted that pain and hurt need to be part of myself'?

All the most beautiful stories start with pain, maybe I think I wouldn't be a good writer if I try to push the darkness away. But what about the happy ending?

Is an happy ending really what I want if it's never going to be the way I want it to be?

Books, plots, characters, they are easy to control. Make just the right amount of conflict, make them suffer, make them doubt themselves, but in the end you will always know how it finishes. Who will have its ever lasting deserving peace, who will get the victorious end, who will learn to accept the past while they contemplate how happy they are in the present.

*

Future! Oh, that fowel little word  that keeps echoing in my head. Who should care about the future if not but diviners? Why worry about something that has yet not arrived just because of the uncertainty and pain it carries? Why spoil the sweet endeavor of this present moment for something so impossible to prevent, to control, to guess. 

Our actions, however midly controlable as they are, can never be too accurate. The ones of others? So impossible to divine. So why should we worry about something with so many variables thus making it almost impossible to create a pattern of assurance? Make one small change, and maybe everything you've hoped for will be shaken in its core, dancing from left to right without knowing if it will ever crumble.

The moment will come, and yes, maybe you will suffer but what good is it to you to suffer until then?
To make the doubt so unbelievebly stronger?