sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Vamos falar de diários!

Normal people have scrapbooks or photo albums on their phones. Writers have notebooks in the shrewd back corners of our minds.


“Oh, és escritor/a! Tens um caderno de apontamento?”

“Um? UM? Deves estar a brincar comigo!”

Tinha eu 14 anos de idade quando minha mãe me deu um caderno de apontamentos pela primeira vez. Tendo uma imaginação muito fértil, andava sempre a escrevinhar nos cadernos da escola e em todos os pedaços de papel que conseguia encontrar, até que um dia vi um pequeno caderno de ganga com um panda na capa (sim, era do canal panda, mas não tenho culpa que o panda seja o meu animal preferido, e eu queria mesmo ter um caderno de apontamentos com um panda) e mencionei à minha mãe, como quem não quer a coisa, que gostava dele. Dias mais tarde, ela apareceu com o caderno em casa. 


Ora, na altura já tinha este sonho de um dia escrever um livro (na verdade estava já a escrever um livro), mas nunca sequer imaginei em fazer pesquisas do género “como ser escritor” ou “dicas para ser escritor”, agia apenas por instinto e o meu primeiro instinto foi manter um caderno onde pudesse colocar todas as minhas ideias. Não é surpresa nenhuma ver que a primeira palavra que alguma vez escrevi no caderno foi “sacerdotisa-chefe” seguida de uma descrição e um pequeno desenho de como elas se vestiam na minha mente.

Deves manter um caderno de apontamentos para as tuas ideias? 

Cada pessoa tem o seu método de trabalho e a sua maneira de extrair criatividade, mas por esta altura já deves ter percebido que sou fã de cadernos de apontamentos. Não tenho só um. Tenho o diário para limpar a mente de pensamentos pessoais. Um caderno de recortes para a pesquisa de criaturas sobrenaturais e um caderno de apontamentos para as ideias diárias. 

Nunca sabes quando é que te vais sentir inspirado/a por isso convém estar sempre preparado/a. Já me aconteceu não ter o meu caderno comigo e ser obrigada a passar o voo inteiro, Lisboa-Londres, a escrevinhar num saco de enjoo. 

Quem sabe, aquela pequena frase que te veio à cabeça de repente pode ser apenas o início de algo muito maior. Houve uma vez que uma simples frase veio-me à cabeça e quando me sentei para a anotar deu origem a uma página de 200 palavras que poderão um dia mais tarde dar origem a um livro se a oportunidade surgir.

O caderno de apontamentos é algo privado, tal como um diário, por isso não te preocupes com organização, não tenhas medo de escrever o que sentes, ou os teus medos. Escreve tudo aquilo que achas que é preciso ser anotado. Não importa se é desorganizado ou informal, é suposto.

Anota tudo. Ideias pequenas ou grandes. “Mas o meu notebook vai ficar uma confusão e nunca vou poder encontrar nada” (disse algum bebé chorão). Vê as coisas desta maneira: se anotares, existe uma grande probabilidade que vás ter de passar horas a rever tudo à procura daquele pequeno pensamento que tu sabes que está lá! Se não anotares, irás esquecer e nunca mais o encontrarás.

Não é preciso escrever apenas sobre escrita. Podes incluir o que quiseres nos teus cadernos, frases que te inspiram. Pequenas pesquisas. Factos engraçados. Uma piada que alguém disse ou uma conversa que alguém teve. O meu incluí o ABC da amizade (eu tinha 14 anos!!!) Nomes engraçados de fobias e Gibb’s Rules (NCIS). 

Ok, ok, eu admito, este post foi escrito apenas para eu poder ter uma oportunidade para exibir o meu novo caderno e a fabulosa caneta do Harry Potter que me ofereceram pelo Natal!

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