quarta-feira, 18 de setembro de 2013

50 Dicas para Escrever Melhor - Dica Nº3

Dica nº3: Estude os textos dos seus escritores preferidos.

Cada vez que estou a escrever e chego a uma cena deveras importante faço sempre uma pequena pausa e penso OK! Como é queres que isto decorra? Às vezes a resposta é instantânea, mas por vezes é mais demorada. Quando isso acontece, geralmente pego nos meus livros preferidos e começo a vasculhar cenas aleatórias. Não porque quero copiar os trabalhos desses escritores, mas porque eles são para mim uma fonte de inspiração.

Por exemplo, eu quero que a minha personagem tenha um certo de Hermione nela, ela é inteligente e com uma personalidade forte, mas também possui um lado mais sensível. Para todos os efeitos, Hermione foi uma das minhas melhores amigas enquanto crescia e eu adoro-a. Ela mudou o mundo para as raparigas inteligentes. Mas a minha personagem é igual a Hermione? Não. Hermione tem uma capacidade de raciocino que a minha não tem, ela sabe sempre acerca do que se passa sobre o seu nariz. A minha por vezes anda meio perdida.

A minha relação com os livros de Richelle Mead, Vampire Academy foi amor à primeira página - Ho ho! Book Alert! Ok, deixem-me contar-vos acerca de Vampire Academy (Academia de Vampiros). Houve uma altura, ainda estou nessa altura, em que eu gostava de vampiros. Culpem o Twilight, culpem os Vampire Diaries, culpem o Sangue Fresco. Gostava, mas não era obcecada. Até que li Vampire Academy. Primeiro a personagem principal não tem nada a ver com a Bella ou com a Elena. A Rose é sarcástica, divertida, rebelde e impaciente, já para não falar na qualidade que eu mais admiro nela, super-protectora das pessoas que gosta. Foi amor à primeira página 'tou-vos a dizer. E a relação dela com Dimitri? Nem me façam falar acerca disso. - Voltando ao tópico como eu gosto tanto da personagem Rose, eu queria que a minha personagem tivesse uma certa dose dela, especialmente aquele humor sarcástico. 

(Sinceramente não percebo porque é que Vampire Academy não é um fenómeno maior que o Twilight)

As relações que eu mais adoro de ler, é aquelas que eu consigo realmente sentir a química entre os personagens através das páginas, por isso utilizarei a Tris e o Four de Divergente como exemplo. Quando
estou numa cena mais romântica vasculho as páginas de Divergente e vejo o que existe na escrita de Roth que me faz gostar tanto destes personagens juntos.

Mas a minha personagem também está um bocado instável devido ao que lhe aconteceu, e o melhor exemplo que eu conheço de instabilidade é o exemplo de Katniss dos Hunger Games. Podera, depois do que ela passou. 

Estão a perceber o que quero dizer? 

O conselho é procurem exactamente o que gostam acerca do escritor e tentem perceber o porquê.

Agora, eu referi o Twilight ali em cima. Também conhecido como Crepúsculo, escrito por Stephenie Meyer. Eu li o Crepúsculo quando estava numa fase menos boa da minha vida. Ou seja a atitude de Bella perante a vida e um bocado perante Edward no segundo livro identifica-se muito como o que eu estava a sentir. Não que eu estivesse perdidamente apaixonada por um vampiro. Mas também não estava estável. Essa identificação fez com que adorasse os livros na altura e apesar de ainda gostar - Come on! É sobre vampiros que vivem para sempre e um amor que tem um final... bem, não vou dizer mesmo que vocês já saibam. - Ainda gosto, mas por vezes tenho vontade de dizer à Bella para lutar um bocado mais com Edward, um bocadinho de discussão emoção nunca fez mal a ninguém.

Hunger Games, Suzanne Collins. Não conheço ninguém que não tenha lido os três livros Jogos de Fome em mais de uma semana. Eles são viciantes, real viciantes. Acreditem, eu tentei guardar o segundo livro para ler depois do filme sair, mas não consegui. E o terceiro li quase num dia. Quem é que não quer ler sobre a crueldade de um mundo que obriga crianças a lutarem umas contras as outras? Talvez não muita gente. Mas o problema é que a humanidade consegue ser cruel e não precisámos de olhar duas vezes para os gladiadores para descobrir que talvez não somos tão incapazes destas atrocidades. Suzanne Collins realmente passa uma mensagem que vale a pena de ser lida acerca dos problemas da guerra e a importância do amor e altruísmo.

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